Radar na Saída da Ponte do Rio das velhas em Santa Luzia não Funciona

Um Radar Localizado na Saída da Ponte sobre o Rio das Velhas em Santa Luzia MG, na Região Metropolitana de BH, não marca a velocidade de quem passa. As Luzes amarelas intermitentes mostram que, apesar de estar instalada, a máquina não autua ninguém. O que continua travando os condutores e impedindo acidentes no local, ao custo de muita paciência, é o desenho apertado da pista para o tráfego pesado de carretas carregadas.
Jornalismo Vitrine com Estado de Minas

Mais à frente, três outros aparelhos fixos em postes não operam. Suas hastes vazias deveriam conter flashes de iluminação para flagrar excessos à noite e também antenas para transmitir dados. Outra condição que representa perigo para quem trafega e não conhece bem a estrada são os radares em curvas ou em locais sem sinalização. Apesar de a legislação não mais requerer que se sinalize a presença da fiscalização eletrônica, o Dnit havia garantido que manteria essa prática, para não surpreender condutores e aumentar a segurança das estradas.


Medo de multa 

Paliativo para reduzir acidentes enquanto a duplicação das mais importantes rodovias mineiras não sai, o uso intensivo dos radares nas estradas acabou se tornando uma cômoda política na visão de especialistas. “Há dois problemas nisso: primeiro, os aparelhos não são disciplinadores, mas limitadores de velocidade em pontos críticos”, alerta o mestre em engenharia de transportes e professor da PUC Minas Paulo Rogério da Silva Monteiro.

O segundo problema que o professor detecta é o fato de alguns equipamentos de fiscalização estarem funcionando e outros não, gerando conflito entre motoristas que passam com frequência no trecho e os eventuais. “Quem não sabe tem a atitude do brasileiro com medo de multa e não de acidentes: reduz a 40 km/h no radar de 60 km/h. Quem sabe que o radar está desligado acelera e pode não conseguir desviar de quem freou”, alerta.

Foi de tanto acelerar e frear nas curvas sinuosas da BR-381 que o caminhoneiro capixaba Wellington Manuel Rabelo, de 28 anos, tombou sua carreta na quinta-feira , em uma subida sinuosa de São Gonçalo do Rio Abaixo, Região Central de Minas. Para o motorista, essa quantidade de reduções bruscas que os radares e placas de sinalização o obrigam a fazer põe à prova a resistência das amarrações das grandes cargas. “Isso vai contribuir com defeitos nos freios, enfraquece as cordas. No meu caso, a carreta virou justamente porque uma das correias arrebentou”, conta.

Sem uma das amarras, as 25 toneladas de peças de compensado que levava para o Espírito Santo escorregaram para o lado e arrastaram o veículo até o acostamento. A carreta virou e derramou 300 litros de óleo combustível de seus tanques na pista.





Fonte: VITRINE SANTA LUZIA