Proposta que pune vandalismo em protestos deve ficar para depois da Copa

Agência Brasil

Texto, que ganho força após morte de cinegrafista da Bandeirantes, Santiago Andrade, é polêmico e divide a opinião dos senadores e de representantes do governo

A menos de um mês para a Copa do Mundo, o projeto que altera o Código Penal para reprimir crimes ocorridos em manifestações ou concentração de pessoas não tem consenso para avançar no Senado. A norma passou a ser discutida a partir da série de protestos que começou durante a Copa das Confederações, em junho de 2013, mas ganhou força com a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, atingido por um rojão enquanto filmava um protesto no Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano.

Março: Sem apoio até entre aliados, governo deve engavetar projeto antimanifestação

Os defensores da medida pretendiam aprovar e ver a norma sancionada pela presidenta Dilma Rousseff antes do início do Mundial deste ano, mas o texto é polêmico, divide a opinião dos senadores e de representantes do governo, que decidiu não mais apoiar o projeto.

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Foto: Daniel Sobral/Futura Press

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Foto: Daniel Sobral/Futura Press

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Foto: Daniel Sobral/Futura Press

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Foto: Daniel Sobral/Futura Press

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Foto: Daniel Sobral/Futura Press

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo

Foto: Daniel Sobral/Futura Press

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Foto: Agência Brasil

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Foto: Agência Brasil

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Foto: Agência Brasil

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Foto: Agência Brasil

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Foto: Agência Brasil

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Manifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro

Foto: Agência Brasil

No Rio, manifestantes queimam o álbum da Copa durante manifestação

No Rio, manifestantes queimam o álbum da Copa durante manifestação

Foto: Maurício Fidalgo/Futura Press

No Rio, manifestantes queimam álbum da Copa do Mundo em manifestação

No Rio, manifestantes queimam álbum da Copa do Mundo em manifestação

Foto: Maurício Fidalgo/Futura Press

Rio de Janeiro tem protesto contra a Copa nesta quinta-feira

Rio de Janeiro tem protesto contra a Copa nesta quinta-feira

Foto: Maurício Fidalgo/Futura Press

Cartazes em protesto no Rio pedem padrão Fifa para serviços públicos

Cartazes em protesto no Rio pedem padrão Fifa para serviços públicos

Foto: Maurício Fidalgo/Futura Press

Cerca de 2 mil manifestantes tomam a avenida Paulista em protesto anti-Copa

Cerca de 2 mil manifestantes tomam a avenida Paulista em protesto anti-Copa

Foto: Daniel Sobral/Futura Press

São Paulo é uma das cidades palco de protestos contra a Copa do Mundo

São Paulo é uma das cidades palco de protestos contra a Copa do Mundo

Foto: Taba Benedicto/Futura Press

Cartaz de protesto na Paulista mostra foto de funcionário que morreu em obras da Copa do Mundo

Cartaz de protesto na Paulista mostra foto de funcionário que morreu em obras da Copa do Mundo

Foto: Taba Benedicto/Futura Press

No Rio,  ato unificou rodoviários, professores e diversos movimentos sociais que seguem para a sede da prefeitura

No Rio, ato unificou rodoviários, professores e diversos movimentos sociais que seguem para a sede da prefeitura

Foto: Reprodução Facebook

Manifestantes protestam nas ruas de Belo Horizonte

Manifestantes protestam nas ruas de Belo Horizonte

Foto: Joao Godinho/O Tempo

Manifestante mascarado protesta em Belo Horizonte

Manifestante mascarado protesta em Belo Horizonte

Foto: Joao Godinho/O Tempo

Manifestantes queimam catraca em protesto em Belo Horizonte

Manifestantes queimam catraca em protesto em Belo Horizonte

Foto: Lincon Zarbietti / O Tempo

Brasília também é palco de protesto contra os gastos públicos na Copa

Brasília também é palco de protesto contra os gastos públicos na Copa

Foto: Agência Brasil

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Foto: Taba Benedicto/Futura Press

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Foto: Taba Benedicto/Futura Press

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Foto: Taba Benedicto/Futura Press

Manifestantes se concentram na praça do Ciclista na avenida Paulista

Manifestantes se concentram na praça do Ciclista na avenida Paulista

Foto: Reprodução Facebook

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Foto: Taba Benedicto/Futura Press

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Protesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15)

Foto: Taba Benedicto/Futura Press

Manifestantes protestam contra a Copa do Mundo da Fifa em Brasília (DF)

Manifestantes protestam contra a Copa do Mundo da Fifa em Brasília (DF)

Foto: Luciano Freire/Futura Press

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, o tema da manifestação é “Não vai ter Copa, vai ter Luta!”

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, o tema da manifestação é “Não vai ter Copa, vai ter Luta!”

Foto: Willian Augusto/Futura Press

Salvador, Bahia, também tem protesto contra a Copa nesta quinta-feira

Salvador, Bahia, também tem protesto contra a Copa nesta quinta-feira

Foto: Romildo de Jesus/Futura Press

Sem acordo, na quarta-feira (14) da semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa transferiu a votação, em decisão terminativa, para a próxima quarta-feira (21), após sugestão do líder petista no Senado Humberto Costa (PE). Mesmo que fosse aprovada na Casa, a lei dificilmente estaria em vigor até a Copa do Mundo, pois ainda precisa ser discutida na Câmara.

Após considerar "demasiadamente amplo" o projeto original (PLS 508/2013), de autoria do senador Armando Monteiro (PTB-PE), o senador Pedro Taques (PDT-MT), relator da proposta, apresentou um texto substitutivo. Taques agrava as penas para crimes já tipificados, caso eles sejam cometidos no contexto de vandalismo.

A proposta do relator considera ainda circunstância agravante para a pena o uso de máscara, capacete ou "qualquer outro utensílio ou expediente destinado a dificultar a identificação de quem comete o crime". O substitutivo também tipifica o dano ao patrimônio público ou privado praticado durante manifestações públicas. Além de multa, a pena prevê reclusão de dois a cinco anos.

A rigidez das penas é duramente criticada por vários senadores. “O que se propõe com esse texto é transformar manifestação em qualificadora de crime e isso é inaceitável. Se há abusos em protestos, já temos leis para isso. Alguém abusou em manifestação, coloca na cadeia, reprime e pronto”, defende o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) que, junto com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), assina um voto em separado pela rejeição do projeto.

Para Lindbergh, a proposta é uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais e as manifestações. Também contrário à proposta o líder do PT senador Humberto Costa (PE), ele avalia que o Brasil já tem leis suficientes para punir eventuais excessos. “Temos que aperfeiçoar nossa capacidade de prevenção e aplicar as leis que já temos.”

Na avaliação do relator, houve um entendimento equivocado sobre o substitutivo, que, segundo ele, "não regra manifestações, mas apenas estabelece a punição para os que cometem crimes". Os que acusam a proposta de autoritária, na avaliação de Taques, manifestam desconhecimento sobre legislação semelhante em vários países democráticos. Para Pedro Taques, o Estado tem o dever fundamental de proteger os cidadãos daqueles que cometam crimes.

Autor do projeto original, o senador Armando Monteiro defende a matéria. “A sociedade brasileira está indignada diante da escalada das manifestações que resvalaram para um quadro de violência exacerbada". Segundo ele, o legislador tem que responder a determinadas circunstâncias da dinâmica da vida social.

A favor do texto, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) pediu ao relator a inclusão, na proposta, de um artigo que reprima também a violência policial nas manifestações. Pedro Taques concordou com a sugestão, mas considerou mais apropriado fazer a mudança na Lei de Abuso de Autoridade (4.898/1965).

Ao lembrar que pelo menos 268 ônibus já foram queimados em manifestações no país, somente este ano, na última reunião da CCJ, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) anunciou apoio ao voto em separado do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que prevê pena de reclusão de oito a doze anos para quem praticar dano de incêndio a veículos, instalações, estações e terminais de transporte público coletivo.

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo