Premiê da França renuncia e o ministro do Interior, Manuel Valls, pode assumir
iG São Paulo
Jean-Marc Ayrault pediu demissão nesta segunda; fontes dizem que o presidente François Hollande deve escolher Manuel VallsO premiê da França, Jean-Marc Ayrault, pediu demissão nesta segunda-feira (31) e o presidente François Hollande deve nomear o substituto para o cargo ainda hoje, apenas 24 horas depois que de seu partido sofrer pesadas perdas nas eleições municipais em todo o país.
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A decepção com a economia liderada por socialistas levou muitos eleitores a escolherem candidatos de extrema direita ou conservadores anti-imigrantes nas eleições de domingo (30). Com os resultados, Hollande espera que a remodelação do governo aumente sua popularidade. Ele deve anunciar seu novo primeiro-ministro nesta noite, depois de se reunir com Ayrault.
Um dos amigos mais próximos de Hollande, o prefeito socialista Dijon François Rebsamen, disse à rádio RTL que o ministro do Interior Manuel Valls seria nomeado primeiro-ministro. Isso pode acontecer vários dias antes de o presidente francês anunciar seu novo gabinete.
Ayrault admitiu que as eleições foram "uma derrota para o governo." A administração não cumpriu suas promessas de acabar com mais de 10% do desemprego e impulsionar o crescimento da França, que foi de apenas 0,3% no ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda.
O baixo índice na escolha dos eleitores e o fraco desempenho dos candidatos socialistas "realmente envia uma mensagem para Hollande que ele tem de mudar seu gabinete", de acordo com Hall Gardner, professor de política da Universidade Americana de Paris.
As alterações são especialmente previstas para o Ministério das Finanças, que assustou os investidores com impostos elevados e complexos e esforçou-se para encontrar soluções para o baixo crescimento crônico e a crescente taxa de desemprego.
O presidente francês deverá se ater a um grande plano para o corte de impostos da folha de pagamento, visando criar postos de trabalho - embora também envolva os impopulares cortes de gastos.
Os maiores vencedores na votação de domingo eram candidatos da Frente Nacional de extrema direita, que venceram corridas à prefeitura de 12 cidades e levou 1.546 assentos dos cargos parlamentares, segundo o próprio partido divulgou nesta segunda. Isso é menos do que alguns socialistas temiam, mas ainda assim um número recorde de alta para o partido, cujo líder Marine Le Pen tentou suavizar sua imagem xenófoba e foi confrontado pelo descontentamento com as políticas tradicionais no país.
A economia francesa evitou afundando em uma nova recessão, com crescimento de 0,3% no quarto trimestre, mas as perspectivas gerais sugerem um crescimento lento.
*Com AP e BBC
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo