Prefeito trasfere farmácias para postos, mas tem de voltar atrás devido a determinação do CRFMG

Com a clara intenção de centralizar o serviço, o prefeito de santa luzia, Carlos Calixto fechou duas farmácias da prefeitura no São Benedito para que o serviço partisse da sede para os postos de saúde da Cidade. O que o prefeito não contava é com a intervenção do Conselho regional de Farmácia que obrigou a prefeitura a reabrir as farmácias.
Carlos Norris

Por determinação do Conselho Regional de Farmácia de Gerais, a partir de agora a distribuição de remédios à população luziense não pode ser feita por malote diretamente nas unidades básicas de saúde. O que é uma notícia excelente, já que usuários reclamaram que medicamentos faltam e as receitas de medicamentos controlados desaparecem. Segundo a Portaria 344/98 e a RDC20/2011, ambas da Anvisa, medicamentos de controle especial não podem ser entregues sem a presença do farmacêutico.
Apesar da resolução ser antiga, a Secretaria Municipal de Saúde ignorou a determinação e atendeu o pedido o prefeito, prejudicando dezenas de milhares de cidadãos na cidade.

Antes da mudança do Prefeito havia duas farmácias no bairro São benedito que faziam estes serviço e contavam com o profissional, porém foram fechadas e hoje dão lugar a pizzarias e clinicas especializadas particulares, mesmo sendo instalações construídas com dinheiro público.

Evitando ser multado pelo Conselho regional de Farmácia, a Secretaria Municipal teve de reabrir às pressas os Dois antigos PA's que haviam sido fechados pela atual administração. O PA São benedito depois da abertura no novo prédio e do PA Sede depois da reabertura do Hospital São João de Deus.

Os medicamentos estavam sendo entregues na Prefeitura, local fora de mão para a maioria dos usuários do SUS. O problema da farmácia estar na prefeitura é que se faltar o medicamento, o usuário não tem como adquirí-lo sem ter que pegar ao menos dois ônibus extras.

Com a mudança, a farmácia da Prefeitura Municipal passou a ser apenas um centro de distribuição, o que deveria ter acontecido desde o começo. Outra mudança que desagradou muita gente foi o fato da prefeitura passar a recusar receitas particulares para aquisição de medicamentos. Segundo o Luziense Lauro de Freitas, de 45 anos, houve uma regressão no atendimento à saúde na gestão Calixto "Eles não garantem o atendimento nos postos e no PA, fazendo com que o cidadão seja obrigado a procurar a rede particular. Além de custear o atendimento. agora temos de custear os medicamentos. A Saúde em santa luzia piorou muito com este prefeito" completa.

Durante Vários meses usuários da Cidade foram obrigados a se deslocar até os postos de saúde sem a certeza de que o medicamento havia chegado, o que poderia ter sido evitado mantendo as antigas farmácias nos pontos estratégicos da cidade.

Para receber o remédio gratuitamente pela Prefeitura Municipal, a diretora da assistência farmacêutica da prefeitura Grasciely Vilarino, destaca que basta o paciente ir à farmácia próxima de sua residência, ou seja, ao PA Sede ou PA São Benedito e apresentar a receita do SUS com duas vias. "É só apresentar o receituário médico para a atendente ou a farmacêutica entregar o medicamento na hora", garante.

Conclusão:

O Prefeito, que nada entende de saúde, teve de voltar atrás em sua decisão de centralizar o atendimento e cortar gastos. Fechou duas farmácias que serviam a população, desativou um centro de atendimento e agora teve de rebolar para atender a uma determinação do Conselho Regional de Farmácia. É isso que dá governar rodeado de gente incompetente e que não tem liberdade para trabalhar. Fonte: Vitrine Santa Luzia