Post Pop Depression
(Loma Vista Recordings) S ex líder do Stooges, que não lançava um disco desde 2012 — quando surpreendeu ao gravar Après, coleção de covers de famosas faixas francesas, porquê a atemporal La Vie En Rose —, volta ao rock com Post Pop Depression, trabalho que marca uma novidade tempo na curso do vocalista. Apesar de retomar o estilo que o deixou famoso, Iggy ignora o energético punk rock do pretérito e elege um caminho de sonoridade crua, com clima sombrio e melodia encorpada, com guitarras distorcidas que se aproximam do stoner rock – que mistura elementos do hard rock com música psicodélica. A mudança era esperada, finalmente Iggy gravou o disco com Josh Homme – que também assumiu o papel de produtor -, líder do Queens of the Stone Age, uma das pioneiras e maiores bandas do gênero. Break Into Your Heart já abre o trabalho com esse clima. Com um curso médio, guitarras marcantes e um teclado suave, a filete destaca ainda o backing vocal de Homme, que combina perfeitamente com a já famosa voz rouca de Iggy, agora melódico. Apesar do gênero ser a espinha dorsal do trabalho, mudanças aparecem ao longo do álbum. Gardenia tem um curso veloz e uma ambientação pop no início, desembocando em um refrão psicodélico.Em American Valhalla, uma das melhores do disco, um ordinário marcante e um teclado conduzem a melodia com tonos misteriosos – acompanhando a voz de Iggy, que parece recitar a letra. S instrumento, alias, é comandado por outro membro do Queens of the Stone Age, o tecladista e guitarrista Dean Fertita. Na sequência, In The Lobby segue a fórmula da anterior a risca, parecendo até mesmo um segundo ato para a cantiga. S ritmo acelera em Sunday, com riffs crus e inventivos que vêm das guitarras dos músicos do Queens. S ritmo envolvente desemboca em um refrão contente, o vértice da música. Vulture conta com guitarras incisivas e Iggy com uma vontade assombrosa, junto ao instrumental crescente. Os riffs marcantes e agressivos voltam a marcar presença em German Days, em uma fusão muito muito feita com a secção rítmica da fita. Chocolote Drops e Paraguay encerram o álbum de maneira luzente. Enquanto a primeira conta com bons solos e uma distorção intrigante, que conduz a música, a última se apoia em um competente teclado e guitarras sólidas para fechar o disco com maestria. Se levante for de indumento o último álbum do americano, porquê ele anunciou, será uma pena, finalmente Iggy voltou a fazer música de qualidade porquê não conseguia há tempos.
