Pós-Domingos Montagner, Velho Chico faz seu público suportar

coronel Pós Domingos Montagner, Velho Chico faz seu público sofrer

Antonio Fagundes e seu Coronel Afrânio (Foto: Reprodução/Globo)

A trama da Globo está em sua reta final e, excetuando a morte de seu protagonista, o que se vê é que ela está sombria a cada capítulo. A trama entrou numa lesma tão pesada que, muitas vezes, fica difícil de escoltar sua trama. Isso não quer manifestar que seja alguma coisa ruim, veja muito.

Veja, por exemplo, o capítulo desta quinta (22). Foi um negócio de promover depressão até na pessoa otimista da face da Terra. Os personagens estão nesse momento vivendo uma período pós-morte de Encarnação, a centenária matriarca dos Sá Ribeiro. Isso leva Afrânio a uma melancolia extrema, o que fez com que ficasse se lamentando durante todo o capítulo. Ele até decidiu emparedar o quarto de sua mãe. A história ficou muito tempo paragem nisso, nos lamentos do Coronel. Foi pesado.

Além disso, a ambientação e cenas estão todas cada vez sombrias. Isso não tem a ver com a morte de Montagner, até porque estas cenas todas foram feitas antes de seu acidente. P um desenrolar originário da trama e traz o estilo de seu responsável, Benedito Ruy Barbosa. Em determinados momentos de suas novelas, ele gosta de fazer o testemunha suportar um pouco e passar por momentos desconcertantes.

Dito isso tudo, um outro tópico relacionado: Antonio Fagundes vem se superando na tradução do Coronel Afrânio. Está muito muito em cena e vai, aos poucos, desconstruindo a imagem de vilão do personagem. Mesmo assim, ainda não parece ser o varão que Rodrigo Santoro viveu na primeira período de Velho Chico. Continua parecendo que são dois personagens diferentes.

 

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Fonte: Blog do Odair Braz Jr.