Por que o diagnóstico nem sempre é fácil?
Estima-se que muro de 20% da população mundial já tenha sofrido com a urticária em qualquer momento da vida. Resultado da liberação da histamina, substância que age nos vasos sanguíneos da pele, provocando pruído, inchaço e vermelhidão, e em alguns casos sensação de queimação e dor. A urticária pode provocar problemas que vão além das lesões avermelhadas, impactando diretamente na qualidade de vida.
Existem alguns tipos de urticária e, ao contrário do que muitos pensam, a maioria não é de natureza alérgica, explica Dr. Luis Felipe Ensina, profissional em Alergia e Imunologia Clínica. Na maior secção dos casos, as crises são agudas e desaparecem geralmente em alguns dias, sem deixar marcas ou cicatrizes. No entanto, na urticária crônica, elas chegam a perseverar de seis semanas, ocorrem na maioria dos dias e podem prolongar-se por anos.
Mais de seis meses
Há pessoas que sofrem com os sintomas da urticária praticamente todos os dias, durante de seis semanas seguidas. Para essas situações, a doença é considerada crônica e muro de 80% destes casos não têm uma motivo específica e, por isso, são chamados de espontâneos.
"Em alguns pacientes, esse tipo de urticária pode se prolongar por anos e impactar significativamente na rotina e qualidade de vida dos pacientes", explica o perito. As mulheres têm duas vezes chances de serem diagnosticadas do que homens e a filete etária generalidade é entre os 20 e 40 anos.
Problema sem desculpa
"Os pacientes com urticária crônica espontânea muitas vezes se sentem desconfortáveis e intrigados com a doença por ela não ter uma justificação clara ou única. Muitas vezes, passam por diversos profissionais de saúde em procura de uma resposta", explica Dr. Ensina.
Acredita-se que pelo menos metade dessas urticárias sem culpa definidas sejam de origem autoimune, ou seja, o próprio corpo produzindo anticorpos contra ele mesmo.
Não é contagiosa
"As coceiras e as lesões prejudicam bastante o dia a dia do paciente. Muitas vezes, há dificuldade de concentração no trabalho, ou mesmo para dormir, porque as coceiras são intensas e o paciente ainda tem que mourejar com o angioedema, inchaço que geralmente acomete pálpebras, lábios e língua e pode fomentar dor. Além disso, há um perceptível estigma já que muitas pessoas imaginam que a urticária pode ser contagiosa e não é", diz o médico.
Limitações
Dr. Luís Felipe Ensina que - segundo os resultados de uma pesquisa recente - 84% dos pacientes relataram limitações em decorrência da doença (atividades físicas, transpor para consumir/ingerir, além do cancelamento de convites)
Outros 74% dos entrevistados relataram que a urticária também compromete o desempenho do trabalho e 73% sentem impactos negativos em sua vida sexual1.
Estigma
"As coceiras e as lesões prejudicam bastante o cotidiano do paciente. Muitas vezes, há dificuldade de concentração no trabalho, ou mesmo para dormir, porque as lesões na pele são muito intensas", destaca o médico.
S perito em Alergia e Imunologia Clínica labareda atenção para a existência de "um perceptível estigma e preconceito já que muitas pessoas imaginam que a urticária pode ser contagiosa e não é", conclui. A dificuldade de fechar o diagnóstico deve-se ao indumento da urticária ser muitas vezes também confundida com uma alergia.
Fique por dentro
Melhora dos sintomas ocorre por etapas
S tratamento da urticária crônica espontânea é realizado em etapas, isto é, passa-se ou não à próxima lanço conforme a melhora e evolução dos sintomas. "Não é um tratamento que tratamento a doença, mas que procura controlá-la e deixar o paciente assintomático", explica Dr. Ensina. S tratamento padrão é feito com anti-histamínicos (antialérgicos). No entanto, murado de 30% dos pacientes não respondem a esse tratamento, mesmo em doses muito elevadas.
"A boa notícia é que acaba de ser reconhecido no Brasil, o primeiro medicamento imunobiológico para o tratamento da doença, essa é a novidade escolha para os pacientes com urticária crônica espontânea".
Entre os principais sintomas que podem ser relatados ao médico para contribuir com um diagnóstico adequado: Tempo de início da doença; frequência e duração das lesões; variação diurna; forma, tamanho, distribuição das lesões; associação com outros sintomas; histórico familiar; doenças psiquiátricas ou psicossomáticas; uso de medicamentos; variações hormonais; associação com atividade física e mantimentos; e aos níveis de estresse.
Fonte: Vida