Por que a forma porquê elogiamos nossos filhos pode, sem querer, incentivá-los a mentir – Meu Estilo

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Quando o fruto pequeno de Maryam Abdullah acidentalmente quebra qualquer de seus brinquedos, ele costuma expressar que a culpa do pequeno acidente é de "um rato".

Abdullah, que é psicóloga e diretora do Programa de Parentalidade do Meio da Ciência para o Muito Maior na Universidade de Berkeley (EUA), usa o exemplo granjeiro para mostrar que a moca é alguma coisa generalidade e procedente no comportamento das crianças, desde cedo.

Nas menores, existe ainda uma dificuldade em descrever ou recordar episódios com exatidão. Logo elas descobrem que nós, adultos, também usamos a patranha para executar expectativas sociais (não ofender alguém, por exemplo) ou para evadir de críticas - e aprendem a repetir esse comportamento.

"A maioria delas vai mentir em qualquer momento", diz Abdullah à BBC News Brasil, citando uma pesquisa da Universidade McGill (Canadá) de 2016 que aponta que "recontar mentiras é um comportamento social importante, que até mesmo crianças pequenas aprendem a usar em interações sociais do dia a dia. Estudos mostram que crianças pequenas mentem para evitar que suas transgressões sejam descobertas, e isso aumenta durante os anos pré-escolares e escolares".

Dito isso, é importante valorizar a honestidade e ensinar as crianças a não mentir: "ensinar a honestidade, mesmo quando ela tem consequências adversas, é principal para as crianças fortalecerem seus laços com sua família, professores e amigos. (...) Honestidade é a base da crédito e um pouco crucial para relações saudáveis e comunidades fortes", diz o Programa de Parentalidade de Berkeley, que tem divulgado ferramentas com fundamento científico para ajudar pais e cuidadores a cultivar habilidades socioemocionais valorosas em crianças, porquê dor, munificência, siso de propósito e, é evidente, honestidade.

Uma dessas ferramentas diz reverência a porquê elogiamos as crianças, e outra, a porquê nós mesmos lidamos com a pataratice. Veja a seguir:

Elogiar o processo, e não o resultado

Estudos reunidos pelo meio de Berkeley apontam que elogiar as crianças por habilidades e características inatas, com frases do tipo "porquê você é inteligente!" ou "porquê você é esperta!", pode, inadvertidamente, incentivar as crianças a mentir ou a trapacear.

Um desses estudos foi publicado no ano retrasado por universidades da China, dos EUA e do Canadá, analisando o comportamento de 300 crianças chinesas de 3 a 5 anos, enquanto participavam, individualmente, de um jogo de adivinhação com cartas.

Algumas dessas crianças foram elogiadas por sua habilidade ("você é tão esperta"); outras, por seu desempenho no jogo ("você se saiu muito desta vez") e outras não recebiam qualquer louvor. As crianças eram orientadas a não espionar as cartas, mas tinham a oportunidade de fazê-lo quando a assistente da pesquisa saía da sala - sem saber, porém, que estavam sendo filmadas.

"Os resultados mostram que as crianças que foram elogiadas por sua habilidade tinham maior verosimilhança de trapacear do que as que foram elogiadas por sua performance ou mesmo as que não foram elogiadas", escrevem os pesquisadores.

"Pode ser para sustentar o traço positivo (pelo qual foram elogiadas) ou sua reputação de serem espertas. (...) As descobertas demonstram que o panegíricio pela habilidade pode estimular a trapaça em crianças pequenas."

Para Maryam Abdullah, "muitos pais acham que esse é um tipo de panegíricio positivo, mas ele acaba inibindo a honestidade, porque as crianças ficam tentando manter sua reputação (de esperteza) ou porque não querem desapontar pais e professores (ao errar)".

É melhor, logo, elogiar o processo e o esforço, diz a pesquisadora: "Que lícito que você se esforçou", ou "que interessante que você tenha usado essa estratégia para resolver esse problema". A percepção dos cientistas é de que esse tipo de hosana não exclusivamente fomenta a honestidade, porquê estimula a garoto a se esforçar ainda mais no horizonte.

Segundo esse raciocínio, elogios vagos, porquê "muito muito!", acrescentam pouco ao repertório infantil. "É melhor manifestar um pouco mais específico à situação - será que a moçoilo perseverou diante de uma frustração? Ajudou alguém ou levou os sentimentos de alguém em consideração ao agir? Quanto mais claros nós formos sobre o que estamos valorizando no comportamento infantil, mais ela entenderá", diz Abdullah à reportagem.

A reação dos adultos à moca

Outra forma de encorajar a honestidade tem a ver com a forma porquê reagimos à patranha das crianças, prossegue ela.

"Podemos focar na coragem da menino nos momentos em que ela age com honestidade", afirma a pesquisadora. "Iniciar dizendo 'obrigada por me racontar a verdade' envia um sinal positivo à muchacho e fomenta a honestidade." A teoria é de que é mais eficiente elogiar a verdade do que punir a moca.

Ela menciona mais um estudo, realizado com 200 crianças canadenses de 5 a 8 anos, que também analisava seu comportamento em um jogo de adivinhação. A diferença desse estudo é que, antes do jogo, as crianças viam os próprios pesquisadores interagirem entre si.

Basicamente, as crianças testemunhavam um pesquisador quebrar os óculos do outro pesquisador sem querer (era uma simulação, mas elas não sabiam disso). Daí, cada grupo de crianças era submetido a um entre quatro cenários:

- O pesquisador confessava ter quebrado os óculos do colega, mas a reação deste era positiva: "obrigado por me racontar. Está tudo muito, acho que dá para consertar".

- O pesquisador confessava, mas a resposta do colega era negativa: "Porquê você pôde ter feito isso? Vai ter que me comprar um novo!"

- O pesquisador não confessava e dizia não saber onde os óculos estavam, mas não era punido por isso. "Vou continuar procurando, obrigado", dizia o colega.

- O pesquisador não confessava, mas sofria consequências: "não acredito em você! Vai ter que me comprar óculos novos!", dizia o colega.

O resultado: as crianças que testemunharam a experiência positiva depois ter exposto a verdade ou a experiência negativa depois ter mentido tinham maior verosimilhança de descrever a verdade, em relação a um grupo de controle.

Já as que viram a experiência negativa em seguida a verdade ou a positiva em seguida a patranha acabavam mentindo mais no jogo subsequente.

"As crianças provavelmente usaram essa informação (social) em sua estudo do dispêndio x favor entre mentir ou descrever a verdade a reverência de suas próprias transgressões", diz a pesquisa.

Dicas finais

Refletir sobre a honestidade dentro de morada - por exemplo, lendo histórias sobre personagens que cometiam erros e mentiras e os desdobramentos disso - também ajuda a tornar os efeitos da pataratice e da trapaça mais palpáveis para as crianças.

O programa de Parentalidade de Berkeley tem outras duas dicas finais para pais que querem estimular a honestidade em crianças. A primeira é fazer acordos verbais detalhados com as crianças. Por exemplo, se você quer que seu fruto lave a louça, mas ele está assistindo TV, a sugestão é em vez de admitir somente que ele diga "vou lavar a louça depois", fazer com que ele se comprometa verbalmente com um pouco porquê "vou colocar o rebate para 30 minutos e daí vou lavar a louça". Isso torna mais concreta a expectativa de o que é esperado dele.

A segunda é sofrear o impulso de oferecer recompensas (doces ou presentes, por exemplo) em troca de comportamentos. A recompensa vai mudar a motivação da moçoilo - de completar um duelo para lucrar o guloseima - e aumentar a verosimilhança de que ela recorra a trapaças.

E, embora racontar mentiras seja secção oriundo do desenvolvimento infantil, ela pode passar dos limites?

Se a patranha estiver associada a outros comportamentos mais agressivos ou se for muito frequente, Maryam Abdullah sugere que se busque um base profissional, que ajude a identificar o que no envolvente ou nas relações pode estar impedindo a petiz de descrever a verdade.


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