Polícia usa bombas para dispersar manifestantes na praça Sete

Depois de uma tarde de confusão e atos de vandalismo na região da Pampulha, os manifestantes que estavam no entorno do Mineirão voltaram para a praça Sete, no centro de Belo Horizonte, na noite desta quarta-feira (26). O grupo foi recebido com bombas pela Polícia Militar.

A Tropa de Choque, o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) e a cavalaria da corporação estão no local. A polícia usou bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio para dispersar as cerca de 1.000 pessoas que estavam no principal cruzamento da capital mineira.

Leia mais notícias no R7 MG

Ao menos cinco pessoas ficam feridas durante marcha de 50 mil pessoas em BH

Durante o dia, dois caminhões de pequeno porte e diversas motos foram retirados de concessionárias e incendiados na avenida Antônio Carlos, principal acesso ao Mineirão. Garrafas de bebida e rodas de carros foram saqueadas e abandonadas pelo caminho.

Tapumes colocados pelos lojistas para tentar impedir a depredação serviram de combustível para o fogo. Inúmeros focos de incêndio foram apagados pelos bombeiros, inclusive dentro das concessionárias.

O confronto com a polícia se deu à distância. Pedras, bombas caseiras e pedaços de pau foram lançados contra a tropa, que respondia com tiros de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. A série de arrastões era provocada, quase sempre, por jovens. Muitos nem se preocupavam em cobrir o rosto.

Uma loja de rodas teve a porta de ferro destruída com chutes e os materiais pararam no meio da avenida. A Record Minas flagrou a invasão e o momento em que os jovens abandonavam os produtos por não conseguir carregar.

Grades posicionadas pela polícia para conter a multidão foram arrancadas. Tudo virou combustível para uma revolta infiltrada por criminosos e grupos organizados. Até o início da noite, a polícia confirmava a prisão de 24 pessoas.

A Tropa de Choque, militares da Força Nacional e o "Caveirão", veículo blindado da PM, invadiram a avenida somente depois dos saques, quando os manifestantes que agiam pacificamente se dispersaram.

Fonte: R7 - Minas Gerais