Plano de paz da Ucrânia prevê zona-tampão na fronteira com a Rússia
iG São Paulo
Kiev diz que suprimentos dos combatentes como equipamentos militares e armas estão entrando no país por meio da fronteiraO presidente ucraniano, Petro Poroshenko, vai pedir a criação de uma zona-tampão de 10 quilômetros na fronteira com a Rússia como parte de um plano de 14 tópicos para levar paz ao leste da Ucrânia, de acordo com uma cópia não oficial divulgada pela mídia local nesta sexta-feira (20).
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A Ucrânia diz que combatentes e suprimentos de armas e outros equipamentos militares russos vêm entrando no país para apoiar separatistas pró-Rússia e que o reforço do controle dos 1.900 quilômetros da fronteira é sua principal preocupação na área da segurança.
Não foram divulgados detalhes da proposta de criação da zona-tampão, explicitados em uma cópia fotografada do plano de 14 tópicos, divulgado pela mídia ucraniana. Também não ficou claro se toda a área desmilitarizada ficaria do lado ucraniano da fronteira ou também incluiria o lado russo nem como ficaria a situação das pessoas vivendo em ambas as partes.
O ministro interino da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Koval, disse ao Parlamento nesta sexta-feira que as forças do governo retomaram o controle da fronteira e agora não há mais a possibilidade de equipamentos militares da Rússia serem entregues para os rebeldes.
Sanções contestadas
Veja fotos da ocupação militar russa na Ucrânia

Militante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4)
Foto: AP

Atiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4)
Foto: AP

Ativista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4)
Foto: AP

Ativista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4)
Foto: AP

Atirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4)
Foto: AP

Ativista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4)
Foto: AP

Ativista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4)
Foto: AP

Ativistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04)
Foto: AP

Ativistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04)
Foto: AP

Homens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3)
Foto: AP

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)
Foto: Reuters

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)
Foto: Reuters

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)
Foto: AP

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)
Foto: AP

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)
Foto: AP

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
Foto: AP

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)
Foto: AP
Segunda: Rússia corta fornecimento de gás da Ucrânia em aumento de tensão
A Rússia vai contestar, na Organização Mundial do Comércio (OMC), as sanções impostas a Moscou pelos Estados Unidos devido à crise na Ucrânia, anunciou nesta sexta o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev.
"Os Estados Unidos aplicaram sanções contra a Rússia que vão ter consequências negativas para o comércio externo. Decidimos contestar essas sanções na OMC", declarou Medvedev durante um fórum internacional em São Petersburgo, transmitido pela televisão.
O chefe do governo russo considerou que o procedimento não será "simples, porque os Estados Unidos dominam a OMC".
Sábado: Pró-russos matam 49 ao derrubar avião de transporte militar da Ucrânia
Membro da OMC desde o verão de 2012, a Rússia deu já início a vários procedimentos contra a União Europeia, mas nenhum contra os EUA. Os EUA impuseram várias sanções que visam diretamente a personalidades russas e ucranianas e empresas próximas do poder russo, desde o início da crise e da anexação da Crimeia (península da Ucrânia).
Medvedev acrescentou que esse procedimento "permitiria avaliar a imparcialidade e objetividade" da OMC.
*Com Reuters e Agência Brasil
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo