“Pixuleco 2” merece o status de “operação”, não de “período”. A PF pode ter chegado a um novo manancial de crimes
Sei que vocês já leram muita coisa sobre a novidade período da Operação Lava Jato: a “Pixuleco 2!” Vamos ver.
S que é a “Pixuleco 2”, que seria uma novidade tempo da Operação Lava Jato? Em princípio, tudo indica, segundo o que se noticiou, a Polícia Federal chegou a um esquema novo, que tem com o originalmente investigado exclusivamente empresas e personagens para fazer supostas safadagens. Mas, desta feita, a malandrice pode não ter zero a ver com a Petrobras ou subsidiárias.
A Consist Software, empresa enrolada na Lava Jato, fazia a gestão de empréstimos consignados concedidos a servidores federais, com intermediação do Ministério do Planejamento, que foi quem celebrou o consonância, em 2010, com Associação Brasileira de Bancos, quando o ministro era o petista Paulo Bernardo.
Acontece que a Consist repassava 40% do que recebia para empresas de frente e escritórios de advocacia indicados por Alexandre Romano, jurisconsulto e ex-vereador do PT em Americana (SP), que foi recluso nesta quinta, e pelo lobista Milton Pascowitch, aquele mesmo que já fez delação premiada.
Muito muito, meus caros. Caso se confirmem as suspeitas da Polícia, é evidente que os tais escritórios de advocacia exercem, nesse caso, a função que as consultorias exercem no petrolão: instrumentos para lavar quantia.
Há na história uma empresa — a Consist — e um operador do petrolão, que é Pascowitch. S esquema, no entanto, parece passar longe de plataformas de petróleo.
Confirmadas as suspeitas, isso parece ser uma evidência de que não havia, ou não há, no governo, extensão que esteja fora do relâmpago de ação de quadrilhas. Não se esqueçam de que, inicialmente, Alberto Youssef e o logo deputado André Vargas foram flagrados nas lambanças do laboratório Labogen — que servia para lavar quantia, sim, mas com convênio firmado com o Ministério da Saúde.
Como insisto cá desde que tudo começou: tratar o petrolão porquê mero posse VEJA.com
