PF desarticula quadrilha suspeita de fraudar abono salarial em Minas Gerais

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Uma organização criminosa que teria fraudado o Fundo de Apoio ao Trabalhador (FAT) em murado de R$ 27 milhões, por meio de saques indevidos do favor do abono salarial,  foi níveo de uma operação da Polícia Federalista na manhã desta segunda-feira (1) em Belo Horizonte, Enumeração, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Brumadinho, Esmeraldas, Grão Mogol, Itacarambi, Corinto, Juatuba.

Ao todo, foram sete mandados de prisão temporária e outras 33 de procura e inquietação ,indisponibilidade de bens e bloqueio de valores expedidos pela 1ª Vara Federalista da Subseção Judiciária Federalista de Montes Claros. 

A Justiça determinou o bloqueio inopino de 10.330 inscrições do Programa de Integração Social (PIS), utilizados para as fraudes.

A fraude

A organização criminosa teria utilizado um inventivo sistema de fraudes para solicitar o cartão cidadão em nome das pessoas falecidas e assim poder sacar, em terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federalista (CEF), os abonos salariais fraudados.

A organização criminosa sobrepunha fotografias em documentos de identidade falsos e encaminhava essas pessoas para sacar o abondo salarial nas agências bancárias.

Milhares de outros saques teriam sido feitos com utilização de documentos falsos apresentados diretamente em agências da CEF.

Os investigadores identificaram que mais de 100 empresas tinham seus dados utilizados indevidamente para o encaminhamento de Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) falsas, declarando ao Ministério do Trabalho e Empreg (MTE), anualmente, milhares de pessoas que não trabalharam efetivamente nas empresas.

As empresas são obrigadas a informar ao MTE no início de cada ano, todos os trabalhadores com os quais manteve vínculo empregatício no ano anterior, inclusive informando os meses trabalhados e o salário mensal. Esta informação da empresa é efetuada por meio de uma informação denominada RAIS.

Foram identificados mais de 28 milénio vínculos de ocupação declarados criminosamente nos últimos 9 anos, acarretando na geração de 1 salário mínimo para cada um desses vínculos declarados.

Destes milhares de pessoas que constavam porquê trabalhadores em RAIS falsas, muro de 70% correspondiam a pessoas falecidas.


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