PF caça três integrantes da quadrilha que fraudou Mega-Sena em R$ 73 milhões
iG São Paulo
Maior preocupação dos policiais é com a possibilidade de que os suspeitos possam tentar fugir do paísA Polícia Federal procura três envolvidos que usaram uma aposta falsa da Mega-Sena para desviar R$ 73 milhões da Caixa Econômica Federal. Trata-se da maior fraude já registrada na história do banco.
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Dez mandados de busca e apreensão em Goiás, no Maranhão e Tocantins foram cumpridos nas últimas horas. Permanecem presos o gerente-geral da agência da Caixa em Tocantinópolis (TO), Robson Pereira do Nascimento, e o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA).

O suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) foi preso neste sábado (19/1/2014) sob a acusação de ser o mentor de fraude contra a Caixa
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Avião que, segundo a PF, foi comprado pelo suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) com dinheiro de desfalque na Mega-Sena
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Agentes da PF invadem local em cumprimento de mandado de busca e apreensão em setembro de 2013, em SP
Foto: AE

Carros da PF durante operação policial
Foto: Divulgação

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Foto: Divulgação

Polícia federal desmantela quadrilha que desviava dinheiro público
Foto: POLÍCIA FEDERAL/ DIVULGAÇÃO

Operação da Polícia Federal contra pirataria de CDs em São Paulo (2012)
Foto: Divulgação

Foto: ANTÔNIO CRUZ/FOLHA DA MANHÃ

Cartões clonados apreendidos na Operação Tentáculos II, da Polícia Federal
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Operação Esopo da PF
Foto: Wesley Rodrigues/Hoje em Dia/Futura Press

Droga e outros produtos foram trazidos do Paraguai
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Polícia Federal realiza Operação Rede Limpa 2
Foto: Divulgação/Polícia Federal

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Foto: Divulgação/PF

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Foto: Divulgação

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Foto: AE

Agentes da PF levam suspeito durante operação
Foto: AE

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Foto: WILTON JUNIOR/AE

Em seu perfil, M.V.P. compartilha fotos mostrando pilhas de maços com notas de dólar e real
Foto: Reprodução
Para o delegado federal Omar Pepow é improvável que novas prisões aconteçam em breve. “Nós estamos procurando os outros envolvidos. Nos próximos dias, os advogados devem entrar com os pedidos de revogação dos mandados de prisão. Eles devem ficar escondidos enquanto os advogados trabalham”, afirmou Pepow.
O delegado disse não acreditar que os procurados tenham fugido do país, porque muitos não receberam dinheiro suficiente para isso. Segundo Pepow, no primeiro momento, as investigações se concentraram na identificação das contas que receberam valores mais altos. Agora, um levantamento das contas que receberam valores menores começará a ser feito em conjunto com a Caixa.
“Essas pessoas vão ser chamadas a explicar de onde veio o dinheiro. Por que entrou o dinheiro na conta dele? Se entrar 750 mil na sua conta, você tem que saber dizer de onde veio esse dinheiro”, disse o delegado.
No início das investigações, um homem que tinha recebido R$ 5 milhões chegou a ser preso, mas conseguiu a liberdade provisória depois de apresentar indícios de que o dinheiro pode não estar relacionado com a fraude. O delegado optou por preservar a identidade dele diante da possibilidade maior de inocência.
Segundo a PF, a quadrilha usou documentos falsos para abrir uma conta-corrente em uma agência da Caixa de Tocantinópolis (TO). Pouco tempo depois, cerca de R$ 73 milhões foram depositados na conta. Desviado do banco estatal, o dinheiro foi depositado como sendo o pagamento de um prêmio da Mega Sena que nunca existiu. Por fim, o montante foi transferido para várias contas. Em nota, a PF informou ter recuperado aproximadamente 70% do total desviado.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo