Peemedebistas se dividem sobre o horizonte de Cunha

A batida policial nas casas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de dois ministros e um senador do PMDB deixou os correligionários divididos. S clima na Câmara e no Senado era completamente dissemelhante. Nas duas casas, uma estratégia dos presidentes Renan Calheiros, do Senado, e Cunha fez com que as sessões fossem mantidas.

Deputados próximos a Cunha encamparam a teoria de que o Planalto tem controle sobre os mecanismo de investigação e os usa para emparedar os peemedebistas.

“Acho estranho que a operação da PF ocorra só agora, quase seis meses depois da denúncia ter sido ocasião. Não faz sentido. Além disso, pegou só gente do PMDB”, afirma Darcísio Perondi (PMDB-RS) ao HuffPost.

S exposição do deputado é o mesmo de Cunha. S peemedebista também disse que desculpa estranheza a operação ter sido feita na véspera da decisão sobre o impeachment e no dia em que seu processo estava marcado para ser votado no Conselho de Ética.

Um coligado de Cunha acrescentou ao HuffPost Brasil que o peemedebista tem duas opções.

“Ou ele ganha no préstimo da criminação, a qual não deve lucrar, ou ele ganha com o tempo. E Cunha está fazendo isso, está usando o tempo ao seu obséquio. Não está fazendo zero inexacto, exclusivamente as armas que tem. Ele entende de regimento e está fazendo uso disso. Normal. Ninguém se entrega fácil."


S correligionário de Cunha é um dos que insistem na tese que o governo em influência no trabalho da PF. “Qual a denúncia que recai sobre Pansera (ministro de Ciência e Tecnologia”)? Não tem. A única coisa é que ele foi chamado de ‘pau mandado’ do Cunha. Isso não diz muita coisa, o que ele fez? Ninguém sabe.”

S coligado, porém, não defendeu o ministro Henrique Eduardo Alves, do Turismo, e o ex-ministro de e Energia Edison Lobão, que também foram intuito da batida policial.

Enquanto na Câmara os deputados insistiam na tese de Cunha de que há uma perseguição ao PMDB, no Senado, ainda há um rescaldo da prisão do petista Delcídio Amaral (MS).

Um senador da cúpula do PMDB resalta que,além de Delcídio, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também não foi poupado pela PF.

Estratégia

Para o clima negativo da operação da PF não contaminar o Congresso, tanto Cunha quanto Renan agilizaram para colocar os plenários para funcionar. No caso da Câmara, aliados de Cunha interpretaram a atitude dele porquê uma mostra de força. “Ele chegou, falou com a prelo, conseguiu um quórum bom e votou matérias que agradam o governo. Ele mostrou que não se abalou”, avalia um peemedebista.

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Fonte: HuffPost Brasil