Padres fazem ‘drive-in da fé’ com missas sem transpor do coche

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Em meio ao isolamento social por motivo do coronavírus, padres buscam saída para celebrações

No auge da pandemia, padres católicos de várias regiões do País estão usando o sistema espargido porquê drive-in para comemorar missas sem quebrar o distanciamento social.

Com as missas presenciais suspensas em quase todo o País por justificação da Covid-19, os padres tomaram "emprestado" o sistema pouco convencional nos meios cristãos para se conectar com os fiéis em envolvente seguro. Na Europa, o termo drive-in descreve serviços oferecidos ao cliente em seu carruagem. No Brasil, também se refere a lugar para ter encontros dentro do veículo.

Primeiro a comemorar missa drive-in no Estado de São Paulo, o padre Ivanaldo Mendonça, da paróquia de São José, em Olímpia, cidade do interno, reuniu centena carros com murado de 400 pessoas numa dimensão ocasião, diante à capela de Nossa Senhora Aparecida, no bairro rústico de Bela Vista, no Dia das Mães.

"Essa capelinha fica a quatro quilômetros da cidade e anualmente milhares de pessoas fazem uma marcha até lá, que chamamos de caminho da fé. É um lugar cândido e muito ventilado", contou o padre. As pessoas foram cadastradas previamente e orientadas sobre medidas de proteção.

Ele disse que se inspirou em iniciativas semelhantes de igrejas em outros países. Os devotos tiveram de usar máscaras e não puderam transpor dos carros. "Na equipe de esteio, que inclusive nos ajudou a dar a confraria, não havia ninguém do grupo de risco. Todos foram orientados higienizar a mão e estendê-la para fora do coche para receber a hóstia, recolhendo em seguida e usando a outra mão para retirar a máscara." O padre pediu autorização ao pontífice da diocese para fazer a missa.

Cada participante doou um quilo de comida para o serviço social da paróquia, que atende pessoas vulneráveis. "Tudo foi feito com muita cautela, mas a experiência foi gratificante", disse. A próxima missa drive-in está prevista para o dia 11 de junho, na celebração do Corpus Christi. "Damos um pausa de ao menos 15 dias entre uma missa e outra para prometer que ninguém tenha se infectado."

A paróquia de São José, em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai, reuniu mais de 200 carros em duas missas drive-in realizadas na Pousada do Mata, no último dia 3. O padre Jorge Watthier, que assumiu a paróquia no ano pretérito, estimou em mais de 500 pessoas nas celebrações. "Foi com muita alegria que pudemos nos reencontrar com os fiéis para celebrarmos juntos a nossa fé."

Segundo ele, foram respeitadas as normas e orientações do decreto municipal sobre o distanciamento social. "Tivemos o base da prefeitura e da Guarda Municipal de Fronteira para organizar a ingressão e saída dos veículos." A próxima missa drive-in ainda está sendo programada. "Talvez precisemos de um espaço mais espaçoso", disse.

Em Salvador, o padre Renato Minho, pároco da igreja de Nossa Senhora do Pilar e Santa Luzia, realizou a missa drive-in no Dia das Mães. Ele lembrou os personagens da série Os Flintstones, ambientada na idade da pedra, em que os personagens iam a um cinema a firmamento crédulo, assistindo ao filme sem transpor do coche.

"Fazemos a mesma coisa, só que, em vez da tela do cinema, temos o altar do Senhor. Durante a missa, todos usam máscaras e a confraria é dada às pessoas sem que saiam do carruagem", disse. A celebração reuniu murado de 40 carros em frente à igreja, no bairro do Negócio.

Outra paróquia da capital baiana, da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, está realizando missas drive-in em todos os domingos de maio, no terreno onde é realizada a Feira da Fraternidade. No domingo dia 10, a missa celebrada pelo padre Luiz Simões reuniu 62 carros. "No anterior, dia 3, tivemos mais participação porque estava bom. No Dia das Mães, foi embaixo de chuva. Nossa paróquia é marcadamente de idosos, por isso a gente se esmera nos cuidados", disse.

Segundo o padre, o momento mais esperado é o da comunidade, levada por ele e seus auxiliares até os carros. "Todo mundo de máscara, todos os carros com álcool gel. Apesar de transmitirmos as missas pelas redes sociais, nossos paroquianos sentem falta da comunidade, que é um reconforto para eles." A aposentada Zenaide Sales Almeida, de 70 anos, acompanhou a missa drive-in do Dia das Mães com o marido. "Não pudemos reunir a família, porquê era tradição, devido ao coronavírus, mas poder ir à missa nos deixou muito feliz", disse.

No Província Federalista, as missas drive-in foram oficializadas por decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB). Ele liberou a realização de cultos, missas e rituais de qualquer credo ou religião, desde que as pessoas permaneçam no interno dos veículos, mantendo intervalo mínima de dois metros entre cada carruagem estacionado.

Paróquias que não têm espaço para as missas drive-in estão ministrando sacramentos no sistema drive-thru, em que as pessoas se dirigem de coche até o padre. Uma dessas ações, no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba, teve a participação do prior d. José Antônio Peruzzo, no dia 10. Usando equipamentos de proteção individual, d. José e outros celebrantes entregaram a comunidade aos ocupantes dos veículos enfileirados em uma das ruas movimentadas da capital paranaense.

Cuidados

Para o infectologista Carlos Magno Fortaleza, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em tempos de pandemia, qualquer iniciativa que ligeiro ao risco de romper o distanciamento social precisa ser vista com desvelo. "Em termos de religião, ela tem relevância fundamental na espiritualidade e na própria saúde mental da pessoas. Só acho complicado controlar, pois o ser humano é gregário e tende a se apinhar. Esse é um ponto que merece toda atenção para se evitar o risco", disse.


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