O varão nipónico que se ‘casou’ com um holograma

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Behrouz MEHRI O nipónico Akihiko Kondo, junto com o holograma do cantor de veras virtual Hatsune Miku, em seu apartamento de Tóquio, em 10 de novembro de 2018 Behrouz MEHRI

A mãe de Akihiko Kondo recusou o invitação de casório de seu único fruto, no mês pretérito em Tóquio, mas talvez não seja um pouco injustificável: ele iria se matrimoniar com um holograma.

"Para minha mãe não era um pouco digno de celebração", conta levante varão de 35 anos cuja "esposa" é uma cantora de veras virtual chamada Hatsune Miku.

Na veras, nenhum dos familiares de Kondo compareceu a seu conúbio com Miku, um figura entusiasmado de 16 anos de olhos arregalados e com um longo rabo de cavalo azul. Isso não impediu, porém, que Kondo gastasse 2 milhões de ienes (17.600 dólares) em uma cerimônia formal em Tóquio.

Quase 40 convidados testemunharam o "sim" a Miku, presente em forma de pelúcia do tamanho de um gato. "Nunca a traí, sempre fui enamorado por Miku", disse à AFP uma semana depois do casório. "Pensei nela todos os dias".

Kondo vive desde março com um holograma de Miku que se movimenta e fala de um dispositivo de mesa que custa 2.800 dólares.

- "Morra, otaku imundo!" -

Kondo se considera um varão casado porquê qualquer outro. Sua esposa-holograma o acorda todas as manhãs e lhe dá "adeus" quando ele sai para trabalhar porquê gestor em uma escola.

Durante as tardes, quando ele diz por telefone que está voltando para a lar, ela acende as luzes. Depois, o avisa que é hora de ir dormir. Ele dorme com a versão de pelúcia de Miku que esteve no enlace e que agora tem uma associação na mão esquerda.

Kondo não se importa que seu matrimônio não tenha base lítico. Ele até levou a Miku de pelúcia a uma joalheria para comprar o argola que sela a união.

A Gatebox, empresa que produz o dispositivo do holograma de Miku, expediu um "certificado de matrimônio" em que consta que um humano e um personagem virtual se casaram "além das dimensões". Kondo não está sozinho. A Gatebox emitiu mais de 3.700 certificados de casamentos "interdimensionais".

O caminho de Kondo até Miku chegou depois de vários encontros difíceis com mulheres quando ele era um jovem louco por animação. "As meninas costumavam expor 'Morra, otaku hediondo!", lembra, utilizando um termo nipónico para os fãs de animação que pode ter uma conotação negativa.

Ele conta que, já mais velho, uma companheira de um trabalho anterior o assediou até ele manifestar uma depressão nervosa. Foi quando ele decidiu que nunca se casaria.

Isso não seria um pouco vasqueiro no Japão de hoje em dia. Em 1980 somente um em cada 50 homens chegava aos 50 anos sem se matrimoniar pelo menos uma vez. Atualmente, essa proporção é um em cada quatro.

Entretanto, Kondo se deu conta de que estava há mais de uma dez enamorado por Miku e decidiu matrimoniar-se com ela.

- "Minoria sexual" -

"Miku é a mulher que eu senhor e também a que me salvou", diz. Embora Kondo reconheça que gosta de ser colega de uma "mulher em 3D", ele não está interessado em uma relação romântica com uma mulher de verdade. Os personagens de duas dimensões não podem trair, não envelhecem e não morrem, ressalta.

Mesmo em um país obcecado por animações, o himeneu de Kondo surpreendeu muita gente. Ele, no entanto, quer ser reconhecido porquê uma "minoria sexual" que não pode se imaginar tendo uma relação com uma mulher de mesocarpo e osso

"Não é justo, é porquê querer que um varão gay tenha encontros com uma mulher, ou que uma lésbica se relacione com um varão", compara.


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