S Abraço da Serpente

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(El Abrazo de la Serpiente/ Colômbia, Venezuela e Argentina/ 2015) Dirigido por Ciro Guerra, o longa é uma boa surpresa do Oscar 2016. Indicado na categoria de filme estrangeiro, a produção aposta em uma temática lugar para narrar a trama de comunidades indígenas que vivem na região Amazônica da Colômbia entre o início do século XX e meados dos anos 1950. Uma escolha ousada do diretor é a retrato toda preta e branca, que acentua os contrastes das vegetação e pessoas exibidas nas cenas. S diretor, que também é roteirista, se encantou pela história de dois desbravadores do pretérito que viajaram pelo lugar: o holandês Theodor Koch-Grünberg e o americano Richard Evan-Schultes. Inspirado nos diários de ambos, Guerra conta a história pela ótica de Karamakate (Nilbio Torres quando jovem, e Antonio Bolivar na maturidade). S índio acompanha os dois estudiosos em momentos distintos da vida, em uma jornada misteriosa por yakruna, uma flor mítica com poderes de tratamento quase espirituais. Durante o caminho, os viajantes se deparam com colonizadores colombianos, missionários cristãos, exploradores em procura de enriquecer com a extração da borracha e nativos que lutam para manter sua cultura indígena apesar de tantas interferências.

Fonte: Imperdível - VEJA.com