‘Nunca fiz nada ilegal’, diz ex-chefe de gabinete da Presidência
iG São Paulo
Exonerada após ser alvo de operação da PF, Rosemary Noronha nega irregularidades e também que tenha favorecido Lula e DirceuA ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha divulgou nota à imprensa nesta quinta-feira (29) em que nega as acusações feitas contra ela pela Polícia Federal. "Enquanto trabalhei para o PT ou para a Presidência da República, nunca fiz nada ilegal, imoral ou irregular que tenha favorecido o ex-ministro José Dirceu ou o ex-presidente Lula em função do cargo que desempenhavam", diz.
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Na última sexta-feira, Rosemary e o advogado-geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, braço direito do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, foram indiciados pela Polícia Federal após a Operação Porto Seguro. Segundo interceptações telefônicas, Rose operava valendo-se de sua influência no governo federal. Ela foi exonerada e Holanda, afastado do cargo.
A operação Porto Seguro foi deflagrada na última sexta-feira e investiga o envolvimento de servidores do Executivo e de agências reguladoras num esquema para obter pareceres técnicos fraudulentos que seriam vendidos a empresas interessadas. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em órgãos do governo federal e indiciou 18 pessoas. A investigação teve início com um inquérito civil público para a apuração de improbidade administrativa.
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Alvo do TCU: Ministro nega que Secretaria dos Portos tenha cedido ao esquema
O ex-auditor do TCU Cyonil da Cunha Borges de Faria Júnior revelou ao MPF e à Polícia Federal que lhe foram oferecidos R$ 300 mil para que ele elaborasse um parecer técnico a fim de beneficiar um grupo empresarial do setor portuário que atua no Porto de Santos, a empresa Tecondi (Terminal para Contêiners da Margem Direita), em um contrato com a Companhia Docas de São Paulo (Codesp).
"Ele (Cyonil) é um corrupto que sofreu um golpe, porque recebeu um calote do pagamento. Não pagaram tudo e ele resolveu denunciar o esquema. Eram R$ 300 mil (o prometido) e ele recebeu R$ 100 mil, e ficou cobrando os outros R$ 200 mil", destacou a procuradora da República Suzana Fairbanks.
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De acordo com ela, os irmãos Paulo e Rubens Vieira, núcleo principal do esquema criminoso, entraram nas agências reguladoras com a ajuda da ex-chefe de gabinete da Presidência, com quem mantiveram contato, quase semanal, desde 2009.
Os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, ex-diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA); Rubens Carlos Vieira, ex-diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); e Marcelo Rodrigues Vieira, empresário, foram presos na última sexta-feira (23), acusados de formação de quadrilha.
Com Agência Estado e Agência Brasil
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo