Nosso futebol está ficando mais feminino?

Meninas comemoram a vitória na estreia
Para quem assistiu às estreias das seleções brasileiras de futebol masculino e feminino na Olimpíada do Rio, que vai ser oficialmente ocasião na noite desta sexta-feira, ficou muito evidente: as meninas estão jogando melhor e com muito vontade de lucrar do que a rapaziada.
Elas correm , até o último minuto, brigam para permanecer com a esfera porquê quem disputa um prato de comida, entram em todas as divididas, não têm pânico de driblar e aventurar chutes de qualquer intervalo, jogam com alegria e têm um esquema tático muito definido, com jogadas ensaiadas, o coletivo se impondo ao brilhareco individual, cada uma sabendo muito muito o que deve fazer em campo, porquê mostraram na vitória por 3 a 0 contra a China, ao contrário do que vimos na estreia da seleção masculina no empate de 0 a 0 contra a África do Sul.
Nem tanto pelos resultados, mas pelas diferentes uras em campo, o Brasil feminino, que dosa na mesma medida garra e técnica, talento e dedicação, lembrou os bons tempos do nosso futebol pentacampeão mundial, enquanto o Brasil masculino, jogando de lado e insistindo no chuveirinho, preocupado em reclamar do juiz do que em tratar muito a esfera, foi uma imitação do time principal da CBF, pleno de estrelas e vazio de maravilha e empolgação.
A explicação pode estar nas declarações do técnico da seleção feminina, Oswaldo Alvarez, o Vadão, e da capitã Marta antes da esfera rolar nos Jogos Rio-2016.
Marta, cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo: "A vontade de vencer, a vontade de estar sempre destacando a minha equipe e fazendo com que o futebol feminino cresça no meu país é muito maior do que qualquer outra coisa".
Vadão criticou a oportunidade que o Brasil vem perdendo de fortalecer o futebol feminino quando a equipe tinha o nepotismo nas grandes competições: "A modalidade foi pouco desenvolvida, os outros países desenvolveram muito e nós acabamos ficando para trás, essa é a grande veras. Nós temos jogadoras experientes, com poder de decisão muito grande, jogadoras que individualmente têm o poder do drible, da originalidade".
S que falta é incentivo. A grande maioria delas foi obrigada a ir lucrar a vida no exterior porque cá simplesmente não se investe no futebol feminino, não há competições regulares, ninguém dá pedestal. Dá para imaginar o que poderia ser dessa seleção feminina, se os cartolas dos clubes e da CBF, dos governos e dos patrocinadores, investissem nelas somente uma secção dos recursos e mordomias destinados à seleção principal masculina.
P verdade que o futebol virou uma grande mediano de negócios em todo o mundo, nem sempre lícitos, mas nunca deixou de ser, antes de tudo, o maior entretenimento dos brasileiros, um pouco que deve servir para divertir e emocionar, dar prazer de ver. Ganhar a medalha de ouro é o objetivo generalidade, mas para isso é preciso suar a camisa, sem perder a perdão e a formosura do futebol, porquê as meninas nos mostraram.
Será que o nosso futebol agora está ficando feminino?
Fonte: Ricardo Kotscho
