No Pará, projeto ‘hackeia’ rios para levar informação e tecnologia aos ribeirinhos
Em Belém, no Pará, três rios conectam a região: o Amazonas, o Maguari e Guamá. Suas águas banham pelo menos 40 ilhas e são fontes de sobrevivência e transporte para as famílias da região.
Atravessar os igarapés é uma travessia impactante. Deixa-se a capital de de 1,3 milhões de habitantes para estar em contato com a grandiosidade da bacia Amazônica.
S pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA), Odimar Melo, defende que nenhuma cidade do Brasil apresenta um arquipelágo porquê o de Belém e labareda atenção para a pluralidade da fauna e da flora lugar.
"Apesar dessas particularidades, sabe-se ainda pouco sobre as ilhas de Belém, visto que algumas delas não têm denominação dada pelos órgãos oficiais e nem escrutínio confiável de população, ou seja, poucos estudos foram realizados nestas ilhas. No entanto, outras são conhecidas pela população belenense", explica o pesquisador em entrevista ao G1.
É neste contexto que existe um projeto que está ressignificando as rotas dos rios e a vida de quem mora perto deles.
Com o Barco Hacker, as correntezas se transformam em elos de comunicação e transformação, ao levar internet e tecnologia para locais que carecem até de uma rede de pujança elétrica estruturada e que tem o turismo porquê uma de suas formas de sustento.

Má pouco de dois anos, voluntários ocupam seus finais de semana em viagens temáticas para visitar as famílias ribeirinhas. A intenção é saber um pouco da veras para além das margens do rio e encontrar formas de impactá-las, seja com a capacitação tecnológica ou com uma roda de conversa.

"Pós fazemos rotas não convencionais e não comerciais para as ilhas que existem na região próxima a Belém. A gente consegue conectar pessoas da cidade, que tem aproximação a tecnologia, com a comunidade ribeirinha. Pós hackeamos as rotas dos rios, levamos pessoas de fora da comunidade a saber a rotina da população. Tiramos a pessoa de seu convívio tradicional para testar uma vivência dissemelhante das que elas estão acostumadas", explica Kamila Brito, idealizadora do projeto, em entrevista ao HuffPost Brasil.

S termo hacker, comumente atrelado a modificações em sistemas informáticos, pode ser utilizado no contexto do empreendedorismo, principalmente o social, com outro sentido: encontrar caminhos para reprogramar uma veras e assim obter resultados transformadores.
"A partir dos temas que discutimos, queremos gerar diálogos. Quando estamos na ilhéu, a gente percebe que os barcos precisam voltar cada vez . Porque várias coisas poderiam ser melhoradas se os ribeirinhos tivessem entrada a informação. E são coisas simples, basta uma conexão com a internet ou uma conversa, por exemplo. São simples mas ainda são distantes", explica Brito.

S Barco Hacker já organizou um workshop de dados abertos a bordo da navegação. Em outra viagem, foi discutida a poluição das águas dos rios.
Em outro final de semana, murado de 120 jovens das ilhas foram convidados a pensar soluções para os problemas de suas próprias realidades em uma imersão do Startup Weekend fluvial, patrocinada pela Intel.
Em junho, deve sobrevir a próxima viagem das quais tema é o empoderamento feminino nas ilhas.
"No Startup Weekend, os jovens voltaram com uma novidade perspectiva do poder que eles têm. As ideias discutidas no Barco foram colocadas em prática. Eles conheceram o concepção do empreendedorismo social que nunca foi disseminado na minha região. Estamos longe dos grandes centros, porquê São Paulo. Mas as pessoas conseguem vivenciar essa transformação, independente da estrutura ou do intensidade de educação", compartilha a coordenadora do projeto.
Como saber a comunidade?
Para participar da viagem basta se inscrever na lista ensejo divulgada nas redes sociais do projeto. Cada voluntário contribui com uma taxa que varia de convénio com a estrutura que será necessária para o final de semana, porquê rede de computadores e alimentação.
Antes da chegada da embarcação, Kamila e dois coordenadores fazem uma imersão na ilhéu para compreender a veras lugar. A partir dessa vivência são selecionados os temas a serem trabalhados com os voluntário e a comunidade ribeirinha.
"É sempre uma troca da cidade com a ilhéu. Eu vou te convocar para transpor da sua veras e viver a veras de outras pessoas. Você vai precisar estar sujeito a mudanças constantes. São mudanças climáticas, de ambientes, do contato com a natureza. São aulas práticas de cidadania", explica Brito.

Ela, que começou o projeto porquê uma atividade de final de semana, conta que se surpreendeu com a repercussão e impacto das visitas.
"S embarcação deixou de ser navio, ele se tornou um projeto colaborativo. Todos tem o poder de construção. De viver aquela experiência. A teoria é conectar pessoas humanas e sensitivas. Temos que zelar pelo coletivo, pelo compartilhado. S navio transforma", afirma.
Fonte: Huffington Post Brasil Athena2LEIA MAIS:
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