Nasce o primeiro bósnio 22 anos em seguida independência

Para a família Salaka, convencer a gestão lugar de que seu fruto, nascido em Sarajevo, é de nacionalidade bósnia, representou um longo combate, em um país etnicamente dividido onde, paradoxalmente, os bósnios não existem oficialmente.
Faruk, fruto de Elvira e Kemal Salaka, nasceu em abril de 2014, mas só pôde se inscrever no registro social porquê bósnio em seguida nove meses de uma guerra burocrática; agora acaba de se tornar o primeiro cidadão bósnio desta ex-república iugoslava desde o término da guera (1992-1995).
Efetivamente, nos termos da Constituição imposta pelo tratado de silêncio de Dayton (Estados Unidos), que encerrou o conflito, milhões de habitantes da Bósnia têm várias possibilidades de nacionalidade. Existem os bosníacos ("Bosnjak", muçulmanos), os sérvios (cristãos ortodoxos) e os croatas (católicos), as três principais comunidades do país. Mas até agora não era provável se identificar exclusivamente com o Estado, ou seja, ser simplesmente bósnio.
Os que rejeitam se subordinar a uma das três comunidades são considerados "os outros", uma categoria que existe oficialmente. Mas isso significa que não podem se beneficiar dos direitos políticos reservados a bósnios, sérvios e croatas.
Poucos dias depois o promanação de seu fruto, Kemal Salaka, economista de 39 anos, tentou registrá-lo porquê bósnio em seu registro. "Nada lógico para alguém nascido na Bósnia, mas onde a Bósnia começa a lógica termina", afirmou à AFP.
Quando disseram que não era provável, Salaka entrou em contato com um jurista. "S processo administrativo terminou há duas semanas. Meu fruto foi registrado porquê o primeiro bósnio da Bósnia", contou o pai, orgulhoso.
