Na briga de ‘cristãos contra o leão’, Aécio Neves descarta desistência e tenta se afastar de Marina Silva
Perda de pontos nas pesquisas e sinais de enfraquecimento até mesmo dentro da própria campanha. Aécio Neves (PSDB) vem enfrentando uma série de dificuldades desde a entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial e se viu colocado em um plano inferior – algo claro no último debate entre os candidatos no SBT, realizado na segunda-feira (1º). Menos de 24 horas depois, ele reforçou dois pontos: não desistirá e quer se “descolar” de Marina como a melhor opção para mudar.
“Temos dois campos políticos aqui: um representado por esse governismo que aí está e que vai perder as eleições, que fracassou. E existem candidaturas viáveis oposicionistas. A nossa não traz incoerências entre aquilo que pregamos e aquilo que praticamos ao longo da nossa vida. Me preparei ao longo desses últimos anos não apenas para guiar um processo de mudanças, mas viabilizar essas mudanças”, afirmou Aécio. Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ele reforçou o discurso, chamando Marina de “metamorfose ambulante”.
A meta de descolar de Marina parte do raciocínio da cúpula tucana de que Dilma Rousseff está em uma curva decrescente e que Marina é quem está em ascensão. Assim, bater apenas em Dilma não basta para o tucano voltar a subir nas pesquisas de intenções de voto. É preciso colocar Aécio em agendas públicas – de preferência na rua –, tornando-o conhecido. E mostrando que ele “é a mudança segura”, como reforçou o deputado federal Duarte Nogueira, presidente do diretório paulista da sigla.
“Acho que ele (Aécio) tem interesse de fazer a comparação entre o seu discurso, as suas propostas, e extrair dos seus adversários as fraquezas, para mostrar as forças que ele tem, que ele carrega, que são os quadros que ele tem a oferecer, as experiências acumuladas, e contrapor isso com as duas principais candidatas. A estratégia nesse momento é a corrida dos dois cristãos e o leão. Não adianta você correr do que o leão, você tem que correr do que o outro cristão”, sentenciou Nogueira ao Brasil Post.
A perda de espaço de Aécio gerou burburinhos até mesmo da campanha tucana. Na segunda-feira, o coordenador geral da campanha presidencial do tucano, José Agripino Maia, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que, se não for possível a ida de Aécio ao segundo turno, haveria a opção de apoiar Marina. A fala irritou profundamente os tucanos, notadamente aqueles do diretório paulista. “Nós vamos para o segundo turno, nós temos de um mês até a eleição. Eu já assisti a muitas reviravoltas nas campanhas eleitorais”, comentou o vice de Aécio, senador Aloysio Nunes.
“É uma bobagem ele (Agripino) falar isso. Ninguém sabe quem vai para o segundo turno. Ninguém fala ‘se’ no nosso partido. ‘Se, se, se’, que besteira é essa?”, criticou o ex-governador de SP e também coordenador da campanha, Alberto Goldman. Assim, Aécio garante que desistir não está sob hipótese nenhuma em seu raio de ação e que a confiança de estar no segundo turno é grande e vai acontecer “quando a razão prevalecer”.
“Repito: nós não temos um projeto improvisado, nós temos um projeto para o Brasil voltar a crescer, gerando empregos de melhor qualidade, melhorando a qualidade da saúde, da segurança, da educação. É possível fazer com que o Estado seja eficiente, o que não acontece hoje. Mostrei isso em Gerais e quero fazer isso no Brasil”, completou.
(Com Estadão Conteúdo)
“Temos dois campos políticos aqui: um representado por esse governismo que aí está e que vai perder as eleições, que fracassou. E existem candidaturas viáveis oposicionistas. A nossa não traz incoerências entre aquilo que pregamos e aquilo que praticamos ao longo da nossa vida. Me preparei ao longo desses últimos anos não apenas para guiar um processo de mudanças, mas viabilizar essas mudanças”, afirmou Aécio. Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ele reforçou o discurso, chamando Marina de “metamorfose ambulante”.
Aécio diz que tem propostas para o país e que oponentes mudam e vivem em metamorfose: http://t.co/PMJ254eGdq
#EquipeAN
— Aécio Neves (@AecioNeves) 2 setembro 2014A meta de descolar de Marina parte do raciocínio da cúpula tucana de que Dilma Rousseff está em uma curva decrescente e que Marina é quem está em ascensão. Assim, bater apenas em Dilma não basta para o tucano voltar a subir nas pesquisas de intenções de voto. É preciso colocar Aécio em agendas públicas – de preferência na rua –, tornando-o conhecido. E mostrando que ele “é a mudança segura”, como reforçou o deputado federal Duarte Nogueira, presidente do diretório paulista da sigla.
“Acho que ele (Aécio) tem interesse de fazer a comparação entre o seu discurso, as suas propostas, e extrair dos seus adversários as fraquezas, para mostrar as forças que ele tem, que ele carrega, que são os quadros que ele tem a oferecer, as experiências acumuladas, e contrapor isso com as duas principais candidatas. A estratégia nesse momento é a corrida dos dois cristãos e o leão. Não adianta você correr do que o leão, você tem que correr do que o outro cristão”, sentenciou Nogueira ao Brasil Post.
A perda de espaço de Aécio gerou burburinhos até mesmo da campanha tucana. Na segunda-feira, o coordenador geral da campanha presidencial do tucano, José Agripino Maia, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que, se não for possível a ida de Aécio ao segundo turno, haveria a opção de apoiar Marina. A fala irritou profundamente os tucanos, notadamente aqueles do diretório paulista. “Nós vamos para o segundo turno, nós temos de um mês até a eleição. Eu já assisti a muitas reviravoltas nas campanhas eleitorais”, comentou o vice de Aécio, senador Aloysio Nunes.
“É uma bobagem ele (Agripino) falar isso. Ninguém sabe quem vai para o segundo turno. Ninguém fala ‘se’ no nosso partido. ‘Se, se, se’, que besteira é essa?”, criticou o ex-governador de SP e também coordenador da campanha, Alberto Goldman. Assim, Aécio garante que desistir não está sob hipótese nenhuma em seu raio de ação e que a confiança de estar no segundo turno é grande e vai acontecer “quando a razão prevalecer”.
“Repito: nós não temos um projeto improvisado, nós temos um projeto para o Brasil voltar a crescer, gerando empregos de melhor qualidade, melhorando a qualidade da saúde, da segurança, da educação. É possível fazer com que o Estado seja eficiente, o que não acontece hoje. Mostrei isso em Gerais e quero fazer isso no Brasil”, completou.
(Com Estadão Conteúdo)
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