MuBE sedia exposição sobre arte de rua: “Grafite era uma coisa meio maldita”
Susan Souza
Graffiti Fine Art tem fotografias e murais expostos gratuitamente no Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo, a partir dessa quarta-feira (20)"(O grafite) era uma coisa meio maldita, não era visto no começo com bons olhos. Tinha um curador que falava que grafite não era arte", conta ao iG a diretora do MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) Renata Junqueira, responsável pela exposição Graffiti Fine Art, em São Paulo.

Grafite do artista Dédo
Foto: Divulgação

Foto de Paola Vianna
Foto: Divulgação

Obra do grafiteiro Sliks
Foto: Divulgação
A mostra gratuita tem início nessa quarta-feira (20), com curadoria de Binho Ribeiro e idealização do próprio MuBE. "O nosso projeto dentro do museu foi o primeiro que abriu para a arte de rua e o grafite", orgulha-se a diretora, que também é coordenadora da mostra.
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A Graffiti Fine Art desse ano fica em exibição até 29 de dezembro e consiste em duas exposições: a 14ª edição da "Arte pra Rua" (com murais dos artistas Dédo, Enivo, Sosek e Sliks) e a 15ª edição da "Olhar pra Rua" (fotografias de Paola Vianna, Mateus Ávila e Tábyta Ysmn).
Com otimismo, a diretora do MuBE vê a Graffiti Fine Art como uma passagem importante para impulsionar a carreira de grafiteiros e fotógrafos locais. "Esses artistas são os mais legítimos desse nosso cenário porque eles fluem com naturalidade."
Artistas de rua
O grafiteiro Dédo nasceu na zona leste de São Paulo e começou nos anos 1990 com a pichação até chegar ao grafite, arte que incrementou com traços de cartoon. Já o grafiteiro Enivo é formado em artes plásticas e trabalha com educação.
Sosek, pseudônimo de Kadu Doy, é autodidata e grafita desde os anos 1990. Rafael Sliks, da região central de São Paulo, é influenciado pela arte contemporânea e de traços orgânicos.
Graffiti Fine Art no MuBE (av. Europa, 218, São Paulo)
Em exibição de 20/11 a 29/12
Horário: terça a domingo, das 10h às 19h
Entrada gratuita
