MP pede que questionário sobre barragem seja enviado à Justiça Federal

Rompimento causou uma enxurrada de lodo Divulgação/Corpo de Bombeiros

S Ministério Público de Gerais e o Ministério Público Federal querem que o interrogatório sobre o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, na região mediano do Estado, seja enviado à Justiça Federal. Na última terça-feira (23), a Polícia Civil apresentou a epílogo de secção da investigação. Sete pessoas foram indiciadas pelos 19 homicídios, entre elas o presidente licenciado da mineradora, Ricardo Vescovi.

Segundo o MP, a petição ressalta que "os danos ambientais afetaram o rio Doce, considerado um rio pátrio, se espraiaram para o Espírito Santo e chegaram a atingir o oceano Atlântico, o que torna evidente lesão a muito de interesse federalista". Conforme a Constituição da República, é conhecimento da Justiça Federal processar e julgar crimes contra bens, serviços ou interesse da União.

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S pedido foi guiado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Mariana. Caso seja aceito, a Seção Judiciária de Viçosa ficará responsável por dar perenidade ao caso.

Além de Vescovi, foram indiciados por homicídio qualificado com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) e poluição de chuva potável os funcionários Kleber Terra, diretor de operações, Germano Silva Lopes, gerente universal de projetos, Wagner Milagres Alves, diretor de operações, Wanderson Silvério Silva, coordenador técnico de planejamento e monitoramento da Samarco e Daviely Rodrigues, coordenadora de operações de barragens da Samarco. Samuel Santana Paes Lourdes, engenheiro da VogBR responsável pela enunciação de firmeza da barragem do Fundão, também responderá pelos crimes. 

S representante Rodrigo Bustamente, responsável pelo interrogatório, escoltado pela gerente da Polícia Civil Andrea Vacchiano, pediu a prisão preventiva de todos eles - ainda não há prazo para a decisão da Justiça.

S representante concluiu que a liquefação dos rejeitos de minério (passagem do estado sólido para o líquido) provocou o rompimento da barragem. Fatores porquê a aceleração de obras de alteamento (expansão) e a falta de equipamentos de monitoramento contribuíram para o sinistro.

Em nota, a Samarco disse que considera os indiciamentos "equivocados". a resposta da empresa na íntegra.

Fonte: R7 - Gerais