Mostra revela tesouros arquitetônicos escondidos em Nova York

BBC

Obras do arquiteto espanhol Rafael Guastavino, datadas do fim do século 19 e início do século 20 podem ser vistas pela cidade

Os arcos em tijolo criados pelo arquiteto e construtor espanhol Rafael Guastavino ajudaram a moldar a identidade arquitetônica de Nova York.

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Muitas de suas criações podem ser vistas em marcos históricos e turísticos da cidade, como o salão de registro de Ellis Island (porta de entrada para os imigrantes que chegavam aos Estados Unidos até a metade do século passado), o Oyster Bar na estação de trem Grand Central ou a Catedral Anglicana de São João, o Divino.

A obra e o legado de Guastavino, que entre o fim do século 19 e o início do século 20 deixou sua marca em cerca de mil construções nos Estados Unidos, mais de 250 delas em Nova York, são tema da exposição "Palaces for the People: Guastavino and the Art of Structural Tile" ("Palácios para o Povo: Guastavino e a Arte do Tijolo Estrutural", em tradução livre), em cartaz no Museum of the City of New York.

"Esta exposição conta a história extraordinária de uma família de imigrantes que literalmente ajudou a moldar a face de Nova York", diz a diretora do museu, Susan Henshaw Jones. "Quando caminham pelas ruas de nossa cidade, as pessoas geralmente não notam os tesouros arquitetônicos escondidos em prédios de escritórios, parques e até estações de metrô", diz a diretora do museu", afirma.

A foto mostra a escadaria da capela de St. Paul, na Universidade de Columbia, de 1907.

A foto mostra a escadaria da capela de St. Paul, na Universidade de Columbia, de 1907.

Foto: Michael Freeman

A estação de metrô City Hall, de 1904, é considerada um dos projetos mais espetaculares de Guastavino

A estação de metrô City Hall, de 1904, é considerada um dos projetos mais espetaculares de Guastavino

Foto: Michael Freeman

 Acima a Igreja de Riverside, em Manhattan, de 1930

Acima a Igreja de Riverside, em Manhattan, de 1930

Foto: Michael Freeman

A foto mostra o teto da Catedral Anglicana de São João, o Divino, de 1909

A foto mostra o teto da Catedral Anglicana de São João, o Divino, de 1909

Foto: Michael Freeman

Acima, a sala Della Robbia do Vanderbilt Hotel, de 1912, onde hoje funciona o restaurante Wolfgang's Steakhouse

Acima, a sala Della Robbia do Vanderbilt Hotel, de 1912, onde hoje funciona o restaurante Wolfgang's Steakhouse

Foto: Michael Freeman

O Oyster Bar, na estação Grand Central, Manhattan, de 1912, é exemplo da durabilidade das obras do arquiteto. Um incêndio em 1997 estragou tijolos, mas não comprometeu a estrutura

O Oyster Bar, na estação Grand Central, Manhattan, de 1912, é exemplo da durabilidade das obras do arquiteto. Um incêndio em 1997 estragou tijolos, mas não comprometeu a estrutura

Foto: Michael Freeman

Na foto, o mercado embaixo da Queensboro Bridge, ponte que liga Manhattan ao Queens

Na foto, o mercado embaixo da Queensboro Bridge, ponte que liga Manhattan ao Queens

Foto: Michael Freeman

Pavilhão no Prospect Park, no Brooklyn, de 1906

Pavilhão no Prospect Park, no Brooklyn, de 1906

Foto: Michael Freeman

Acima, a “Elephant House” do Zoológico do Bronx, de 1908

Acima, a “Elephant House” do Zoológico do Bronx, de 1908

Foto: Michael Freeman

A exposição fica em cartaz até 7 de setembro

A exposição fica em cartaz até 7 de setembro

Foto: Michael Freeman

Nascido em Valência e com a carreira iniciada em Barcelona, o espanhol Guastavino chegou a Nova York ao lado do filho mais novo, Rafael Jr., em 1881.

Na bagagem, trouxe uma centenária técnica de engenharia mediterrânea, aperfeiçoada por ele, que consistia em arcos de tijolo dispostos em um padrão que combinava resistência, leveza e beleza, além de ser à prova de fogo – grande preocupação nas cidades americanas na época.

Sua técnica logo chamou a atenção de importantes escritórios de arquitetura, que começaram a disputar os serviços de pai e filho em um momento em que o país via uma explosão no número de novas construções.

A mostra em Nova York, em cartaz até 7 de setembro, reúne projetos da empresa de Guastavino nunca antes expostos, fotos históricas e imagens atuais de suas obras.

Há também um vídeo que permite ao visitante explorar as construções do arquiteto e uma réplica de um arco em tijolo, oportunidade rara de examinar os detalhes da estrutura.

O museu convida ainda moradores e turistas a ajudar a descobrir obras de Guastavino espalhadas por Nova York, que estão sendo reunidas em um banco de dados no site http://palacesforthepeople.com/projects/.

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo