Morte em bailão: Polícia descarta participação de militar e complica delegado

O delegado Gustavo Garcia é filho do dono da casa de shows Record / Reprodução

A participação de um policial militar na morte do motoboy que foi baleado em um bailão sertanejo na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, foi descartada. A suspeita foi levantada pelo delegado Gustavo Garcia Assunção, apontado como o autor do disparo que matou Thiago de Souza Martins, de 23 anos.

Segundo o major Gilmar Luciano Santos, chefe de comunicação da Polícia Militar, a corregedoria do órgão não apura mais o caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil.

— Depois que uma testemunha reconheceu o delegado o caso foi dispensado.

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O policial, que é sargento na corporação, trabalhava como porteiro no estabelecimento há cerca de 15 anos. As investigações da PC, no entanto, apontam que na data do crime o militar trabalhava irregularmente como segurança na casa de shows, o que o major nega.

— Ele recolhia bilhetes e ficava na porta do local.

A vítima foi baleada na cabeça no dia 6 de maio e morreu depois de ficar três meses internada no Hospital Pronto-Socorro João 23, na capital. A irmã do jovem, Fernanda Martins, afirma ter visto o delegado, que é filho do proprietário da casa de shows, atirando.

— Eu vi ele [Gustavo] atirando. Vi de perfil e reconheci pelo tamanho, pela cor. Na delegacia ele ainda riu de mim, perguntando se eu tinha certeza que era ele. Um policial me disse que o militar que trabalhava como segurança estava de folga no dia da briga.

Mesmo sendo considerado o principal suspeito, Gustavo Garcia Assunção continua trabalhando normalmente na 3ª Delegacia de Ribeirão das Neves. De acordo com o portal Transparência do Governo de Minas, ele tem recebido salário normalmente.

Fonte: R7 - Minas Gerais