Moradores ou criminosos de rua?
Tenho insistido, até com certa chatice, que o Brasil não aguenta eleição ano sim, ano não. Primeiro porque nós todos sabemos que as campanhas custam custoso e o quantia não cai do firmamento – que o digam os escândalos que pipocam no país, todos eles com claros indícios de que os poderosos da política trocam obras, contratos e simpatia por moeda de caixa 2; também porque, quando acaba uma eleição, quem ganha começa a trabalhar não no cumprimento de suas obrigações para com os eleitores, mas, na retribuição aos apoios, isto é, tem de fazer sua secção para optar os amigos no ano seguinte.
S resultado é que questões graves não são resolvidas. Tudo que é polêmico ou dá trabalho, empurram para debaixo do tapete. Foi assim com essa ocupação da região de Izidoro, nos limites de municípios entre Belo Horizonte e Santa Luzia, é assim na cansativa discussão sobre se os táxis da capital podem ou não pegar passageiros no aeroporto internacional; e não resolvemos argola, BR 381, metrô, zero que exija posições claras e gere dividendos de um lado e ônus do outro. S melhor exemplo é o tratamento que damos aos moradores de rua na nossa cidade. Oscilamos entre a preterição e a demagogia, a fraqueza e falta de mando, permitindo que marginais se misturem aos mendigos e tenhamos a lei do vale tudo nas ruas de Belo Horizonte.
Confundimos o recta de ir e vir com a permissão para morar em praças, cozinhar, lavar, passar, transar, atender as necessidades fisiológicas e, muitas vezes, assaltar. G só pegar as imagens feitas por telespectadores e disponibilizadas para emissoras de TV. Eu mesmo já mostrei na Record ladrão fingindo ser morador de rua, “dormindo” em cima de um porrete que, tarde, serviria para arrombar loja; outros destruindo carros; muitos ameaçando transeuntes, mormente senhoras, e até aquele caso do Padre Eustáquio quando um varão ficou “deitado” na rua até que seu níveo chegasse para logo cometer um assassínio.
A Polícia Militar não pode agir. Sofre intimidação do Ministério Público. Agora, graças a Deus, há uma funcionária chamada Romina na Prefeitura que está costurando grande combinação, na tentativa de separar os que precisam de ajuda – para os quais a PBH já oferece alimento e abrigo com leito e banho – e os bandidos, que devem ser contidos.
Fonte: Blog do Eduardo Costa - Últimas Notícias de -