Mobile first ou mobile too: os dilemas de um mundo multiplataforma

Acabo de passar algumas semanas estudando o mundo multiplataforma e um dos debates interessantes que encontrei foi a discussão sobre qual é a abordagem de desenvolvimento que os s devem ter atualmente: pensar o primeiro para mobile e depois para o resto, pensar primeiro para o desktop e depois para o mobile ou tudo ao mesmo tempo? Para mim, a resposta depende de quem você é. Se você é uma empresa que já está estabelecida no mundo desktop a resposta a diferente a de uma que está começando agora.

Henry Blodget, do Business Insider escreveu no ano passado uma defesa da estratégia “mobile também”. Eles fizeram uma pesquisa com seus usuários que revelou que apesar dos leitores utilizarem cada vez o celular para acessar notícias, a tela principal de acesso a conteúdo ainda é o desktop (ou notebook, dá na mesma).

Gráfico mostra que usuários preferem o desktop para acessar conteúdo

Pesquisa do Business Insider mostra que o desktop é o dispositivo preferido para consumir conteúdo

Mobile
Outros acreditam que chegou o momento de pensar primeiro a interação no celular e depois em como ela será em outras telas. O livro Mobile First, de Luke Wroblewksi, é a bíblia desse pensamento.

O problema é que se você já está estabelecido como uma marca ou produto no desktop, não há porque pensar “mobile ”. Se você descuidar do seu produto original, pode começar a perder usuários do que vai ganhar através do celular.

Além disso, você não tem vantagem nenhuma em lançar um produto antes no mobile pois vai concorrer em pé de igualdade com milhares de outras opções. E você quer ter alguma vantagem ao competir.

Ao executar uma estratégia integrada, desenvolvendo para todas as plataformas ao mesmo tempo, você consegue convencer os seus usuários atuais do desktop a começar a usar os seus produtos mobile e talvez conquistar alguns novos usuários no mobile.

Por outro lado, se você está começando agora, porque não pensar “mobile ”? Como você não tem nenhum compromisso com algum produto legado de outra plataforma, pode fazer algo pensado especificamente para o celular sem quaisquer restrições. Mas ainda assim, se você ficar só no mobile, em algum momento aqueles usuários vão querer acessar também no desktop e você precisa ter algo a oferecer.

Fonte: iG Colunistas - Click