Miley Cyrus & Her Dead Petz

(Smiley Miley Inc.) Nos últimos segundos do VMA (Video Music Awards), Miley Cyrus pegou todos de surpresa ao anunciar o lançamento de Miley Cyrus & Her Dead Petz, quinto álbum de estúdio da cantora, que contou com a produção de Wayne Coyne, do grupo psicodélico The Flaming Lips. Nas 23 faixas do disco, a cantora exibe canções de batidas pesadas, com fortes graves, porquê em Dooo It!, primeira do CD, cuja letra fala de um dos assuntos usados por Miley para fomentar a sua imagem de louquinha: maconha. “Yeah I smoke pot” (“Sim, eu fumo grama”) canta ela logo no verso inicial. A presença de Coyne na gravação é evidente em boa secção das músicas, cheias de efeitos eletrônicos psicodélicos, que se alinham com as composições da cantora. Something about the Space Dude tem ares de viagem cósmica — ou alucinógena? — em que ela canta: “I wanna be there skateboarding, in a spacesuit, in evil’s lair” (“Eu quero estar lá andando de skate, em um traje de astronauta no covil do diabo”). S espaço sideral, aliás, é recorrente neste álbum. A cantiga seguinte se labareda Space Boots, e ela canta sobre um relacionamento em que tem que estar chapada para manter o humor do namorado. Em Cyrus Skies, tal qual Raul Seixas em Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás, Miley diz que viu de tudo, de mortes a promanação, além de ter “beijado” a lua. Produzido pela própria cantora sem participação da sua gravadora, a RCA Records, Miley Cyrus & Her Dead Petz traz Miley viajando em todos os sentidos. Ela frenque sobre maconha, crises existenciais e namorados em um álbum eclético, cuja núcleo é o pop, mas flerta com o rap e com o rock psicodélico.
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Fonte: Imperdível - VEJA.com
