Mesmo retirado, Eduardo Cunha ainda está mandando na Câmara
Afastado da presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nunca deixou de estar presente nas decisões que a Casa vem tomando nos últimos dias. Até na atitude do presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA) de anular e revogar a anulação da votação que deu prosseguimento ao impeachment, Cunha teve seu papel.
Da residência solene, ele articulou com aliados próximos a Maranhão uma maneira de fazer o parlamentar desistir da decisão. Ao mesmo tempo em que cuidou para publicar uma nota condenando o ato, classificando-o porquê irresponsável.
Uma das estratégias para tirar Maranhão da presidência da Câmara veio de Eduardo Cunha. Em reunião com o deputado Arthur Lira (PP-AL), Cunha instruiu o coligado a pressionar Waldir Maranhão para pedir para transpor ou expulsá-lo do partido. A expulsão, na avaliação imediata de Cunha, consequentemente tiraria o deputado do posto.
S problema, assinalado por Lira, é que Cunha havia esquecido de uma regra que ele mesmo avalizou. Uma tradução do peemedebista enquanto exercia a presidência permite que o incumbência continue com o parlamentar.
Outra sugestão de Cunha foi pressionar o deputado a renunciar. Com a insistência de Maranhão em permanecer no comando da Casa, restou a Cunha costurar uma estratégia para mantê-lo porquê presidente em manobra e prometer seu função de presidente.
A insistência de Cunha em deliberar o horizonte de Maranhão também é uma estratégia de sobrevivência. Parlamentares que estiveram com o peemedebista nos últimos dias dizem que Cunha garante que volta para a Câmara.
Certeza
Apesar da decisão unânime do Supremo Tribunal Federal em afastá-lo, Eduardo Cunha está convicto de que retornará ao comando da Casa. Por isso, articula para que não declarem vacância da cadeira.
“Ele é contra a teoria de novas eleições. Tem certeza que regimentalmente não há brecha”, diz ao HuffPost Brasil o líder do PSD, Rogério Rosso, que almoçou com Cunha no dia seguinte ao retraimento do peemedebista.
Nos bastidores, os deputados comentam que a base de Cunha ainda é muito firme e poderoso na Casa.
“Vamos ter que esperar algumas semanas para ver se o poder dele vai diminuir. Ele continua mandando porquê se ainda presidisse a Casa. Ele dá presciência no que deve ir à tarifa e em porquê os encaminhamentos devem ser feitos”, diz um integrante do Conselho de Ética da Câmara.
S temor de alguns parlamentares da tropa de choque de Cunha é que, de alguma forma, ele volte e haja retaliação aos que não o defenderam.
Também passou pelo crivo do parlamentar as indicações dos novos líderes de governo e do Congresso do governo Michel Temer. Tanto Jovair Arantes (PTB-GO), que relatou o impeachment na Câmara, quanto Rodrigo Maia (DEM-RJ), indicados para os cargos, são aliados de Cunha.
Fonte: HuffPost Brasil
Da residência solene, ele articulou com aliados próximos a Maranhão uma maneira de fazer o parlamentar desistir da decisão. Ao mesmo tempo em que cuidou para publicar uma nota condenando o ato, classificando-o porquê irresponsável.
Uma das estratégias para tirar Maranhão da presidência da Câmara veio de Eduardo Cunha. Em reunião com o deputado Arthur Lira (PP-AL), Cunha instruiu o coligado a pressionar Waldir Maranhão para pedir para transpor ou expulsá-lo do partido. A expulsão, na avaliação imediata de Cunha, consequentemente tiraria o deputado do posto.
S problema, assinalado por Lira, é que Cunha havia esquecido de uma regra que ele mesmo avalizou. Uma tradução do peemedebista enquanto exercia a presidência permite que o incumbência continue com o parlamentar.
Outra sugestão de Cunha foi pressionar o deputado a renunciar. Com a insistência de Maranhão em permanecer no comando da Casa, restou a Cunha costurar uma estratégia para mantê-lo porquê presidente em manobra e prometer seu função de presidente.
A insistência de Cunha em deliberar o horizonte de Maranhão também é uma estratégia de sobrevivência. Parlamentares que estiveram com o peemedebista nos últimos dias dizem que Cunha garante que volta para a Câmara.
Certeza
Apesar da decisão unânime do Supremo Tribunal Federal em afastá-lo, Eduardo Cunha está convicto de que retornará ao comando da Casa. Por isso, articula para que não declarem vacância da cadeira.
“Ele é contra a teoria de novas eleições. Tem certeza que regimentalmente não há brecha”, diz ao HuffPost Brasil o líder do PSD, Rogério Rosso, que almoçou com Cunha no dia seguinte ao retraimento do peemedebista.
Nos bastidores, os deputados comentam que a base de Cunha ainda é muito firme e poderoso na Casa.
“Vamos ter que esperar algumas semanas para ver se o poder dele vai diminuir. Ele continua mandando porquê se ainda presidisse a Casa. Ele dá presciência no que deve ir à tarifa e em porquê os encaminhamentos devem ser feitos”, diz um integrante do Conselho de Ética da Câmara.
S temor de alguns parlamentares da tropa de choque de Cunha é que, de alguma forma, ele volte e haja retaliação aos que não o defenderam.
Também passou pelo crivo do parlamentar as indicações dos novos líderes de governo e do Congresso do governo Michel Temer. Tanto Jovair Arantes (PTB-GO), que relatou o impeachment na Câmara, quanto Rodrigo Maia (DEM-RJ), indicados para os cargos, são aliados de Cunha.
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Fonte: HuffPost Brasil
