Manifestantes prometem ato com 120 mil pessoas, em BH

Avenida Antônio Carlos foi palco de conflitos na última semana Izabela Scharf / Divulgação

Depois de uma longa semana de manifestações de segunda a sexta-feira, Belo Horizonte deve parar mais uma vez neste sábado (22). No dia em que a cidade recebe o segundo dos três jogos da Copa das Confederações marcados para a capital mineira, mais de 120 mil pessoas disseram que vão para as ruas.

O protesto, organizado mais uma vez pelo Facebook, vai começar às 14h, na praça Sete, no centro da capital. O local virou o ponto de encontro oficial dos manifestantes. A concentração será mais cedo, a partir das 10h.

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A intenção é fechar as principais avenidas que dão acesso ao Mineirão, onde o Japão enfrenta o México a partir das 16h. Os organizadores prometem não invadir o espaço determinado pela Fifa.

Os manifestantes também pretendem criticar a proposta do prefeito Marcio Lacerda de reduzir em R$ 0,05 o valor das passagens de ônibus da capital. O grupo vai levar moedas e deixar na sede da prefeitura, na avenida Afonso Pena.

Na sexta-feira (21), Lacerda recuou e anunciou que a queda pode chegar a R$ 0,10 em Belo Horizonte.

Confrontos

Na última segunda-feira, houve confronto entre a Polícia Militar e as cerca de 20 mil pessoas que participavam do protesto. A situação ficou tensa quando os manifestantes chegaram à avenida Antônio Carlos, principal via de acesso ao Mineirão, que recebia a partida entre Taiti e Nigéria.

O grupo tentou furar o cerco da polícia, que revidou atirando as bombas de gás lacrimogênio e dando tiros de bala de borracha. Houve apreensão e correria entre os manifestantes, que se refugiaram em ruas paralelas à avenida. Algumas pessoas que participavam da manifestação atiraram pedras contra os policiais.

Segundo a polícia, cinco pessoas ficaram feridas no dia. Entre elas, o estudante Gustavo Magalhães Justino, de 18 anos, que caiu do Viaduto José Alencar. Nas redes sociais, quem estava no local afirmou que Justino tentava fugir de bombas atiradas pela polícia.

Fonte: R7 - Minas Gerais