Manifestação termina com 32 vândalos presos em Belo Horizonte

Lojas foram depredadas na avenida Antônio Carlos Hugo Raposo/Divulgação

Pelo menos 32 pessoas foram presas depois que a manifestação que acontecia pacificamente em Belo Horizonte se transformou em atos de vandalismo e cenas de guerrilha urbana. O número foi divulgado neste domingo (23) pela Polícia Militar. Grande parte das prisões ocorreu por danos aos patrimônios público e privado.

De acordo com os militares, dezenas de lojas foram depredadas, a sinalização de trânsito da Antônio Carlos foi destruída e até o 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros sofreu tentativa de invasão.

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Cerca de 100 mil pessoas protestavam na principal via de acesso ao Mineirão quando o confronto teve início. Pelo menos 19 pessoas ficaram feridas, entre elas sete policiais. Entre os feridos, a situação de quatro inspira cuidados.

Duas delas, de 16 e 22 anos, despencaram de uma altura de cinco metros no viaduto José de Alencar e sofreram traumas na face nos braços. Uma garota foi atingida por uma bala de borracha na cabeça e um jovem quebrou o braço ao tentar se proteger e cair na rua.

Quando a multidão se dispersou, a onda de saques teve início ao longo da Antônio Carlos. Duas concessionárias, uma agência bancária e várias lojas foram destruídas. Estações do BRT, radares e a sinalização de trânsito sofreram depredação.

No fim da noite, cerca de 1.000 manifestantes continuavam na praça Sete sem atos de violência e um batalhão inteiro da PM cercou o local para coibir a onda de saques no entorno. Às 22h, a polícia anunciou que recrudesceria a repressão no centro para coibir a ação de "500 marginais" que praticavam atos de vandalismo.

Mesmo com a ajuda de homens da Força Nacional e do "Caveirão" na Afonso Pena", as depredações só foram contidas durante a madrugada. Conforme a polícia, a maioria das prisões foi registrada no centro de BH.

Vídeos divulgados pela PM mostram que o cordão de isolamento foi atingido por pedras no início do conflito e que a tropa esperou para começar a agir. Os manifestantes, por sua vez, acusam os policiais de responderem com força desproporcional e aleatoriamente contra a multidão. Manifestantes detidos reclamavam que os advogados não tinham livre acesso às companhias. Diversos militares foram fotografados sem a identificação na farda.

Fonte: R7 - Minas Gerais