Manifestação contra alta das tarifas de ônibus interdita avenida Nossa Senhora do Carmo
Em protesto pelo aumento de 7,5% nas passagens de ônibus, manifestantes fecharam a avenida Nossa Senhora do Carmo no início da noite desta segunda-feira (12) em Belo Horizonte.
Cerca de 100 integrantes do movimento Tarifa Zero se concentram nas pistas do sentido Belvedere perto do Chevrolet Hall, no Sion, região centro-sul da capital mineira. Com faixas, bandeiras e gritos de guerra, eles criticam o aumento da tarifa de ônibus. Às 18h50, eles interromperam também as pistas no sentido Savassi. Uma das faixas diz: "Abaixou o custo, abaixa a tarifa", em alusão à desoneração fiscal recebida pelas concessionárias do serviço, que segundo os manifestantes formam a "máfia dos transportes".
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O trânsito está interditado no trecho, o que obriga os motoristas a desviar pelas ruas Rio Grande do Norte e Grão Mogol, já congestionadas no horário de pico. Acima da rua Congonhas, o trânsito na Nossa Senhora do Carmo segue normalmente.
Os manifestantes criticam a determinação judicial que liberou o aumento das passagens de ônibus. Desde sábado (10), a tarifa predominante custa R$ 2,85, ante R$ 2,65. O Ministério Público recorreu da decisão por considerar que a auditoria contratada pela Prefeitura de Belo Horizonte foi realizada com base em documentos incompletos, já que as empresas de ônibus e a BHTrans não forneceram informações sobre a contabilidade para justificar o aumento. Para a PBH, a implementação do BRT Move exige o reajuste. O MP também questiona o saque de R$ 50 milhões de um fundo que só poderia ser alterado pelas empresas ao fim da concessão. Para o TJ, a movimentação financeira não teria interferido no reajuste.
