Longa brasílico “Boi Neon” procura incoerência do corpo e pretexto boa sensação em Veneza

Foto: divulgação
Um filme sobre um vaqueiro que desenha vestidos e sonha em ser estilista e sobre uma caminhoneira que faz striptease à noite tomou o festival de Veneza de assalto logo no início dos trabalhos. A obra do jovem cineasta Gabriel Mascaro, dos impactantes “Domésticas” (2012) e “Ventos de agosto” (2014) faz secção da programação da mostra paralela Horizontes.
“S meu longa tenta revisar a compreensão política e simbólica das relações humanas no Nordeste, explorando tramas e cores que testemunham as contradições da sociedade e dilatando as noções de identidade e gênero que afrontam os personagens em uma graduação dissemelhante de valores e aspirações”, observou o cineasta na coletiva do filme no lido.
“A exploração fascinante do corpo e de normas de gênero se impõem ao desenvolvimento narrativo”, anotou a sátira do The Hollywood Reporter que cravou Mascaro porquê um “talento a se observar”. Já a Variety observa que o “filme exala simetria” e sublinha a possante conotação sexual de um filme “mais interessado em um aprofundado subtexto político do que em qualquer desenvolvimento narrativo convencional”. “S filme labareda atenção para velhas tradições que estão sendo abandonadas, assim porquê certas ideias de masculinidade”, anotou a sátira do Guardian.
“Boi Neon” mostra o mundo de Iremar (Juliano Cazarré), um varão encarregado de cuidar dos touros da vaquejada, mas que sonha em ser estilista feminino; de Galega (Maeve Jinkings), motorista de caminhão que transporta os animais de uma estádio à outra e que de noite faz striptease; de Cacá (Alyne Santana), a filha pré-jovem de Galega; e de Zé (Carlos Pessoa), colega de trabalho de Iremar.
As relações entre os personagens não são nunca muito muito explicadas pelo diretor, que os apresenta porquê uma metáfora de uma sociedade em processo de mudanças constantes que não se solidificam. Essa anfibologia é muito mostrada por Mascaro, que descreve o dia a dia desses microcosmos porquê um etimólogo examina a vida de uma colmeia ou de um formigueiro.
Graças aos seus inúmeros trabalhos porquê artista plástico, o pernambucano retrata o mundo das vaquejadas porquê se fosse uma obra de arte em estável movimento. “Um dos meus propósitos ao realizar leste filme é expulsar o lugar generalidade de que o Nordeste brasiliano está povoado somente de gente inculta e violenta e transformá-lo em um envolvente sacro, exótico e misterioso”, declarou Mascaro.
*Com informações da Ansa
Fonte: Cineclube por Reinaldo Glioche - iG Cultura