Linhas especiais de ônibus podem ser criadas para atender regiões boêmias de BH
Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte quer criar um serviço de transporte coletivo destinado a atender o público que frequenta bares e restaurantes na noite da Capital. A proposta prioriza bairros nobres, considerados boêmios, como no Lourdes e na Savassi, na região Centro-Sul da Capital, mas não tem previsão de atendimento para a região Central.
De autoria do vereador Marcelo Aro (PHS), o projeto teria como objetivo compensar as limitações do transporte público da cidade durante a madrugada e nos finais de semana, quando o metrô e linhas de ônibus têm a circulação interrompida ou reduzida e os táxis são caros e poucos para a atender a demanda.
Segundo o parlamentar, a ideia foi inspirada no modelo de Paris, na França, onde há um coletivo noturno adaptado para jovens. O transporte funciona como uma espécie de “pré-balada” e circula entre as regiões com maior movimento durante a noite.
Em Belo Horizonte o circuito especial funcionaria nas regiões dos bairros de Lourdes, Cidade Jardim, Pampulha e Savassi, onde há concentração de bares e restaurantes na cidade. De acordo com o vereador, a proposta não traria custos para a prefeitura. “Serão cobradas tarifas que pagarão esse gasto, do mesmo jeito que os ônibus comuns. Quem paga não é o poder público, são as empresas de ônibus”, explicou.
Projeto quer criar linhas especiais de ônibus para atender público de regiões boêmias de BH.Foto: Reprodução/NaSavassi/BHAZ
Por meio de sua assessoria, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou que, das 274 linhas municipais, 58% não operam entre 0h e 3h59 nos dias úteis, 56% param aos sábados, e 54%, aos domingos. A empresa lembrou ainda que metrô para após as 23 horas. Já o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) afirmou que não irá se pronunciar sobre o projeto por desconhecer a proposta.
Na Câmara, o líder do governo, o vereador Preto (DEM), afirmou que será preciso analisar a viabilidade da proposta antes de qualquer coisa. “Muitos ônibus na madrugada circulam com poucos passageiros. Podemos optar por outras alternativas, como táxi lotação”, disse.
Fonte: ::: JORNAL DE MINAS GERAIS :::
