Líder supremo da Irmandade Muçulmana promete pôr fim a ‘regime militar’
iG São Paulo
Perante milhares de seguidores, Badie promete restaurar ao poder o islamita Morsi, deposto pelo Exército na quartaO líder supremo da Irmandade Muçulmana do Egito, Mohammed Badie, prometeu restaurar o presidente Mohammed Morsi ao poder, dizendo que os egípcios não aceitarão um "regime militar" por mais um dia. Seu discurso inflamado foi feito depois de soldados do Exército terem disparado contra uma marcha pró-Morsi, deixando ao menos um morto.
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Badie, uma figura reverenciada entre os seguidores da Irmandade, falou perante uma multidão de dezenas de milhares de partidários de Morsi no Cairo após ser libertado da prisão. Um helicóptero militar sobrevoou o local enquanto ele fazia seu pronunciamento.
Badie reivindicou que o Exército honre o juramento de lealdade que fez ao presidente, dizendo que "seu líder é Morsi... o devolva à população egípcia". "Suas balas não devem ser disparadas contra seus filhos e sua própria população." Ele conclamou os egípcios ao protesto, dizendo que "não seremos dissuadidos por ameaças ou detenções ou pela forca".
Morsi "é meu presidente, é seu presidente e presidente de todos os egípcios", disse. "Deus faça Morsi vitorioso e o leve de volta ao palácio (presidencial)", disse em seu discurso, que foi parcialmente transmitido pela TV. "Somos os seus soldados e o defenderemos com nossas vidas."
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Partidários do presidente deposto Mohammed Morsi gritam perto da praça da mesquita de Raba El-Adwyia, no Cairo
Foto: Reuters

Membro da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam na praça da Mesquita Raba El-Adwyia no Cairo (4/7)
Foto: Reuters

Membros da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam durante cerimônia de posse de líder interino no Cairo (4/7)
Foto: Reuters

Soldados egípcios são posicionados perto da Universidade do Cairo, onde milhares de partidários da Irmandade Muçulmana estão reunidos (3/7)
Foto: AP

Partidária do presidente deposto Mohammed Morsi chora agarrada a seu retrato após anúncio de Exército egípcio (3/7)
Foto: AP

Fogos de artifício clareiam o céu enquanto milhares celebram queda de Morsi na Praça Tahrir, no Cairo (3/7)
Foto: AP

Manifestantes egípcios gritam palavras de ordem contra Mohammed Morsi na Praça Tahrir, no Cairo (3/7)
Foto: AP

Opositores do presidente islâmico egípcio, Mohammed Morsi, celebram ultimato do Exército do lado de fora do palácio presidencial no Cairo (3/7)
Foto: AP

Opositores do presidente deposto do Egito celebram do lado de fora do palácio presidencial no Cairo (3/7)
Foto: AP

Fogos de artifício iluminam céu do Egito do lado de fora do palácio presidencial no Cairo (3/7)
Foto: AP

Fogos de artifício iluminam o céu após Exército do Egito anunciar a queda do governo de Mohammed Morsi do lado de fora do palácio presidencial no Cairo (3/7)
Foto: AP

Reprodução de vídeo mostra general Abdel-Fattah el-Sissi durante discurso à nação na TV estatal egípcia (3/7)
Foto: AP

Militar em tanque avança em torno de partidários do líder islâmico do Egito, Mohammed Morsi, em Nasser, Cairo (3/7)
Foto: AP

Egípcio agita bandeira nacional enquanto militares cercam partidários do presidente islâmico, Mohammed Morsi, em Nasser, Cairo (3/7)
Foto: AP

Forças militares especiais marcham em torno de partidários do líder islâmico, Mohammed Morsi, em Nasser, Cairo (3/7)
Foto: AP

Manifestante contrário ao presidente egípcio, Mohamed Morsi, agita bandeira nacional na Praça Tahrir no Cairo (3/7)
Foto: Reuters

Opositores ao presidente Mohammed Morsi colocam enorme bandeira egípcia em volta do palácio presidencial no Cairo (3/7)
Foto: AP

Partidários do presidente egípcio, Mohamed Morsi, seguram fotografias suas durante protesto na praça da mesquita Raba El-Adwyia (3/7)
Foto: Reuters

Dois manifestantes se abraçam durante protesto contra presidente egípcio, Mohammed Morsi, na Praça Tahrir, no Cairo (3/7)
Foto: Reuters

Partidários do presidente egípcio seguram fotografias de Mohammed Morsi do lado de fora da Universidade do Cairo (3/7)
Foto: Reuters

Manifestantes contrários ao presidente egípcio, Mohamed Mursi, se reúnem na Praça Tahrir, no Cairo (3/7)
Foto: Reuters

Vista aérea mostra manifestantes contrários ao presidente egípcio, Mohammed Morsi, na Praça Tahrir, Cairo (3/7)
Foto: Reuters

Opositores do presidente do Egito, Mohammed Morsi, seguram grande bandeira do país durante protesto do lado de fora de palácio presidencial no Cairo (2/7)
Foto: AP

Voluntários formam zona de segurança entre homens e mulheres para evitar ataques sexuais em protesto contra Morsi na Praça Tahrir, Cairo (2/7)
Foto: AP

Helicóptero do Exército sobrevoa opositor ao presidente Mohammed Morsi enquanto ele agita bandeira do Egito na Praça Tahrir, Cairo (2/7)
Foto: AP

Partidários de Mohammed Morsi seguram escudos improvisados em frente à mesquita Rabia el-Adawiya, perto do palácio presidencial, no Cairo (2/7)
Foto: AP

Mulher egípcia grita enquanto manifestantes invadem a sede da Irmandade Muçulmana no distrito de Muqattam, Cairo (1/7)
Foto: AP

Egípcias comemoram ultimato de 48 horas dado por Exército ao presidente Mohammed Morsi e aos líderes da oposição no Cairo (1/7)
Foto: AP

Partidários de President Mohammed Morsi fazem manifestação em Nasr, Cairo (30/6)
Foto: AP

Opositora segura cartaz no qual lê-se: 'Tamarod: o fim da Irmandade Muçulmana' (30/6)
Foto: AP

Manifestantes egípcios se reúnem na Praça Tahrir durante manifestação contra presidente Mohammed Morsi (30/6)
Foto: AP

Opositor agita tampas de panelas com os dizeres: 'Saia' (30/6)
Foto: AP

Manifestante segura cartão vermelho com a palavra: 'Saia' (28/6)
Foto: AP

Manifestante egípcia mostra palma da mão pintada com as cores da bandeira e em que se lê 'Egito' em protesto no Cairo (28/6)
Foto: AP

Manifestantes partidários do presidente Mohammed Morsi fazem marcha em Cairo (28/6)
Foto: Reuters
Badie havia sido levado sob custódia das forças de segurança na quarta, logo depois de o Exército depor Morsi, que vem da Irmandade, suspender a Constituição e anunciar a instalação de um governo tecnocrata interino que administrará o país até novas eleições. A data da votação, porém, ainda não foi anunciada.
Antes da aparição de Badie perante a multidão, o partido político da Irmandade disse em seu site que "ele foi solto". Mas, no palco, Badie negou que tivesse sido preso. Não houve explicação das autoridades de segurança.
Momentos depois do pronunciamento de Badie, dezenas de milhares cruzaram uma ponte sobre o Rio Nilo em direção à Praça Tahrir, no Cairo, ameaçando resistir ao que consideram um golpe contra o primeiro presidente eleito em eleições livres do Egito.
O discurso de Badie pareceu não ter apenas o objetivo de estimular seus partidários, mas também de tentar angariar apoio dentro do Exército contra o general Abdel-Fattah el-Sissi, o ministro da Defesa que anunciou a queda do presidente na noite de quarta.
Antes do pronunciamento, soldados abriram fogo contra manifestantes pró-Morsi que se dirigiam à sede da Guarda Republicana no Cairo, onde ele estava no momento da deposição antes de ficar sob custódia militar em um local não identificado. Os disparos ameaçaram escalar ainda mais o confronto no Egito ao aumentar a fúria do islâmicos contra o Exército. Já há temores de uma reação islâmica armada, e antes do amanhecer atiradores na Península do Sinais atacaram instalações militares, matando um soldado.
*Com AP
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo