Justiça Federal condena réu do mensalão mineiro a nove anos de prisão
O ex-diretor do Banco Rural, Nélio Brant, foi condenado a nove anos e nove meses de prisão em regime fechado pela Justiça Federal por envolvimento no esquema que ficou conhecido como mensalão mineiro. Brant responde pelos crimes de gestão fraudulenta e gestão temerária de instituição financeira.
Além da reclusão, o ex-diretor ainda foi condenado a pagar 140 dias multa. O valor do dia multa foi estabelecido em dez salários mínimos. A decisão está sujeita a recurso.
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Os outros quatro réus, José Geraldo Dontal, Paulo Roberto Grossi, Caio Mário Álvares e Wellerson Antônio da Rocha, que compunham o Comitê de Crédito do banco, foram absolvidos.
Os réus foram denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) em novembro de 2008 juntamente com outras 19 pessoas por crimes decorrentes do esquema criminoso durante a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998.
A reportagem do R7 tentou entrar em contato com Brant, mas não obteve sucesso.
O esquema
O esquema ficou conhecido como mensalão mineiro por ter semelhanças com o esquema nacional, que envolveu parlamentares e ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005. A suspeita é que tenham sido desviados pelo menos R$ 28 milhões por meio dos empréstimos que eram pagos com contratos de publicidade de estatais. Esses contratos eram de fachada e serviam apenas para alimentar o caixa dois da campanha.
Ao todo são 26 suspeitos, como o empresário Marcos Valério e o ex-ministro das Relações Institucionais Walfrido dos Mares Guia (PTB). Os outros 23 são dirigentes do Banco Rural, por onde passou o dinheiro.
Fonte: R7 - Minas Gerais