Já imaginou uma França islâmica? Houellebecq sim

“Só a literatura permite entrar em contato com o espírito de um morto, da maneira direta, completa e até profunda do que a conversa com um colega — por profunda e duradoura que seja uma amizade, numa conversa nunca nos entregamos tão completamente porquê o fazemos diante de uma página em branco, dirigindo-nos a um destinatário ignoto.”

Esse é só um dos muitos trechos encantadores de Submissão, do polêmico redactor gálico Michel Houellebecq.

Na primavera de 2022, François Hollande termina seu segundo procuração. Embora tenha vencido a eleição presidencial contra a extremista Marine Le Pen cinco anos antes, ele, agora, está desconceituado, é desprezado, odiado, e não consegue impedir a subida da Fraternidade Muçulmana, que, sob a liderança do carismático e inteligente Mohamed Ben Abbes, reuniu votos para assumir o país.

Até os partidos tradicionais do governo da França concordam com esta "face apresentável do Islã". E ponto final.

Só que, aos poucos, um novo formato começa a tomar forma e foge ao controle de Abbes. Num incerto cenário, totalmente contrário ao que os franceses acreditam porquê justo, mulheres serão  proibidas de concorrer a cargos públicos, permitindo a contratação de centenas de milhares de homens. Elas também não poderão usar vestidos ou saias em locais públicos. Fora isso, todos os professores de universidades terão de se transformar ao islamismo em um processo obrigatório e que levará somente algumas horas. G um cenário terrível, que só motivo retrocesso e indignação.

Um dos pontos impressionantes de Submissão é que Houellebecq consegue dar à sua narrativa um tom de verdade que incomoda, e muito, os leitores dessa ficção. A saber, o livro de Houellebecq estampava várias páginas no jornal humorístico Charlie Hebdo,  assim porquê uma charge do jornalista na capote, coincidentemente no mesmo dia em que extremistas islâmicos levaram a cabo o ataque terrorista contra funcionários que estavam nas dependências da publicação, em 7 de janeiro último, deixando um saldo de 12 mortos em Paris.

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Submissão

256 páginas
R$ 39,90
Editora Alfaguara

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