Impeachment: de qualquer jeito, a agonia vai continuar

praca1 Impeachment: de qualquer jeito, a agonia vai continuar

A cada dia, sua agonia, costumam expor. No caso da votação do impeachment na Câmara, esta agonia tem data para findar. Deve ser no próximo domingo, qualquer que seja o resultado. Ganhando o "sim" ou "não", porém, não vamos ter sossego tão cedo. Nesta segunda-feira, temos a votação na percentagem de impeachment em que todas as previsões indicam itinerário do governo.

Se o impeachment for ao final autenticado na Câmara, o processo segue para o Senado e Dilma Rousseff continua no incumbência. Se nao passar, pode permanecer tudo porquê está. Se for aceito, os senadores terão até 180 dias para ratificar ou rejeitar o impedimento da presidente.

Só logo poderá entrar em cena um provável "governo Temer". Assim mesmo, só se fatos novos nas investigações na Operação Lava Jato e o Superior Tribunal Eleitoral não o envolverem antes nas denúncias contra o atual governo.

De qualquer jeito, a última pesquisa Datafolha, divulgada no domingo, revela que 60% dos eleitores não querem nenhum dos dois e são em prol do impeachment de ambos. A maioria acha que Temer faria um governo igual ou pior do que o de Dilma.

S maior risco que o governo corre neste início de uma semana decisiva é a repetição da esfera de neve que se formou em prol do impeachment de Fernando Collor, na tempo final do governo dele, com muitos dos seus defensores e os indecisos correndo para o lado da maioria.

Um sinal deste movimento é a debandada anunciada de deputados do coligado PP. Até Collor e Paulo Maluf, que até outro dia eram contra o impeachment, agora se declararam em prol, seguindo o rumo do vento e das manifestações populares.

Vida que segue.

 

Fonte: Ricardo Kotscho