‘Há um medo de que essa CPI se torne um escândalo’, diz líder do PSDB no Senado

Nivaldo Souza

Oposição quer prorrogar as investigações da CPI do Cachoeira por 180 dias; já o presidente da comissão defende um prazo de 45 dias para terminar os trabalhos

O líder do PSDB no Senado, senador Alvaro Dias (PR), disse nesta terça-feira que a prorrogação da CPI do Cachoeira por 45 dias demonstra “que há um medo de ver essa comissão se tornar um escândalo no País”. Esse prazo de prorrogação é o que será proposto pelo presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), enquanto a oposição defende 180 dias a mais de trabalhos a partir de 4 de novembro, quando termina o prazo oficial das investigações do grupo. “Há muito receio de que a CPI possa apresentar um escândalo monumental no País”, afirmou o senador.

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O líder tucano defendeu a extensão da investigação por 180 dias para avançar na apuração de mais 29 empresas laranjas, cujo sigilo fiscal ainda não foi quebrado, a maior parte delas operando fora da região Centro-Oeste especialmente em Goiás, onde a CPI concentra suas ações. “Essa CPI poderia ser chamada de CPI das empreiteiras porque muitas delas poderiam ser investigadas”, disse Dias.

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Na avaliação do líder tucano, restringir a investigação apenas à atuação da construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira é deixar de apurar o avanço de empresas laranjas em contratos assinados para obras em outros Estados.

As lideranças partidárias decidem nesta terça-feira qual o prazo de prorrogação da CPI. Existe uma força-tarefa no Senado e Câmara liderada pelo senador do PSOL, Randolfe Rodrigues (AP) e pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para colher as assinaturas necessárias para estender por 180 dias a CPI. Randolfe informou que já teria 35 no Senado, das 27 necessárias. Já Lorenzoni ainda não atingiu as 171 adesões na Câmara. “Ainda não conseguimos, estamos com 100 assinaturas”.

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo