Guarulhos já gastou mais de metade do orçamento da Saúde


Dados do portal Transparência Cidadã mostram que a Secretaria de Saúde de Guarulhos possui um déficit de quase R$ 290 milhões. Pelos valores informados no , a prefeitura contratou pouco de R$ 664 milhões e até o momento pagou em torno de R$ 375 milhões pelos serviços contratados. No detalhamento é provável ver, por exemplo, que a Afip (Associação Fundo de Incentivo a Pesquisa) espera receber da prefeitura uma verba de R$ 12,8 milhões referente aos serviços prestados de estudo laboratorial de exames dos hospitais e UBS´s (Unidades Básicas de Saúde) do município. A empresa já executou serviços no valor de de R$ 1,2 milhão e recebeu dos cofres públicos pouco de R$ 487 milénio, menos da metade do valor já executado.
A Saúde já gastou R$ 2,3 milhões com ações judiciais referente a remédios que não são distribuídos gratuitamente na rede pública. Isso significa que 65% do orçamento de 2016 para a Secretaria foi talhado a compra e distribuição de medicamentos mediante norma da Justiça. Porém, em alguns casos, porquê por exemplo a solicitação de insulina, alguns cidadãos ganham a desculpa, mas já são contemplados por esse tipo de favor na rede municipal, cabendo somente o redirecionamento e cadastro do paciente para o recebimento da medicaçao sem ônus.
Outro ponto que merece destaque é o do atendimento propriamente dito. A cidade possui atrasos nas entregas de pelo menos duas UPA´s (Unidade de Pronto Atendimento), uma situada no Jardim Cumbica, com entrega prometida para 2012, mas que só ficou pronta em 2013, e está desde logo esperando por inauguração. A do Jardim Paulista, que na placa de informações afixada na frente da unidade indica que deveria estar pronta no término de 2014, ficou pronta em maio deste ano e aguarda aparelhagem para ser inaugurada. Segundo informações da gestão municipal, as duas deverão ser entregues até o término do mês. Em outro caso, a UPA do Jardim Bonsucesso teve seus trabalhos suspensos por 30 dias, por conta de problemas estruturais.
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Agendamento de consultas
Marta Gomes Paulo, 61 anos, dona de moradia, sofre de hipertensão, uma quesito que requer cuidados e atenção imediatas. Precisando marcar uma consulta, ela telefonou para o serviço de agendamento da Secretaria de Saúde e ficou sabendo que precisaria esperar 30 dias para ser atendida e verificar a disponibilidade de vagas para que possa logo ter contato com um médico (o sistema de marcação de consultas pede que entre em contato via telefone ou solicite ao agente de saúde em visitante a residência do cidadão que marque a especialidade desejada).
Nossa equipe tentou marcar uma consulta especifica, na especialidade de Urologia e constatou que o procedimento é quase o mesmo, salvo que por não se tratar de um caso de relativa urgência, a resposta foi que os dados seriam cadastrados no sistema e, logo que houvesse vaga, a relação seria retornada para completar os dados e agendar a consulta.
