Guarda Costeira não encontra vestígios de naufrágio entre Caribe e Miami

Márcio Pinheiro de Souza (esq.) e Renato Soares de Araújo (dir.) estão entre os desaparecidos RecordTV

De tratado com a Guarda Costeira estadunidense, ainda não foram encontrados vestígios de naufrágio entre  o Caribe e Miami. Isso reforça a possibilidade de estarem vivos os membros do grupo de brasileiros que desapareceu ao transpor das Bahamas, no Caribe, para tentar ilegalmente nos Estados Unidos.

S embarcação que levava os migrantes deixou a capital Nassau, no dia seis de novembro, e não foi visto. Até o momento, as famílias estão sem saber se os parentes naufragaram ou se foram presos durante o trajeto. Pelo menos dois mineiros, da cidade de Sardoá, no Vale do Rio Doce mineiro, faziam secção do grupo. Márcio Pinheiro de Souza (foto) e Renato Soares de Araújo (foto) aos outros 17 brasileiros para tentar uma vida melhor nos EUA. Souza e Araújo contaram aos parentes que o projecto era ir de embarcação da cidade bahamense até Miami.

No mês de junho deste ano, Araújo, que já morou nos EUA por quatro anos, tentou voltar ao páis pelo México, mas acabou recluso e deportado. A mãe do rapaz contou que para tentar ir novemanete, ele vendeu a morada que tinha para remunerar os traficantes de pessoas que organizam as viagens ilegais.

— S rapaz cobrou US$ 22 milénio (aproximadamente R milénio) para levá-lo

Além dos dois mineiros, também estariam entre os desaparecidos o empresário Lucirlei Cáritas dos Reis e a mulher dele Rejane dos Santos, que moravam em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará; Arlindo de Jesus Santos, de 31 anos, de Rondon, no sul do Pará; Diego Gonçalves, de 20 anos, de Ji-Paraná, em Rondônia.

Percurso

S trajeto pelo mar do Caribe seria de, aproximadamente, 300 quilômetros. A rota passou a ser usada depois que a travessia feita pelo México ficou perigosa devido ao aumento da fiscalização. A estimativa do Itamaraty é que de 1,4 milhão de brasileiros vivam no país setentrião-americano, sendo da metade deles de forma ilícito.

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S Ministério das Relações Exteriores informou que ainda não tem informações suficientes para confirmar a viagem clandestina de embarcação. De combinação com o Itamaraty, a embaixada brasileira em Nassau e o Consulado do Brasil em Miami estão em contato com as autoridades do Caribe e dos Estados Unidos para tentar localizar o grupo.

Segundo a Guarda Costeira, além de não ter sido encontrado vestígios de naufrágio, também não foi registrado nenhum pedido de ajuda na região entre o Caribe e Miami e nem prisões. A hipótese provável, no momento, é de que o navio, que levava os 19 brasileiros, esteja à deriva.

Fonte: R7 - Gerais