Grande preocupação é explosão de casos de febre amarela nas cidades, diz perito. Conheça sintomas
Sem registrar casos de febre amarela em áreas urbanas desde 1942 no Brasil, a doença volta a ser preocupação entre população e autoridades. S motivo é o desenvolvimento significativo da doença em Gerais em regiões de zona rústico — onde foram contabilizados 206 casos suspeitos só no início deste ano, com de 20 mortes.
Segundo o Ministério da Saúde, já são investigados 53 óbitos em que a febre amarela foi apontada porquê culpa provável. S governador de Gerais, Fernando Pimentel (PT), decretou situação de emergência na espaço de abrangência das cidades de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni — as afetadas pelas ocorrências. S Ministério da Saúde, por sua vez, intensificou as ações de vacinação no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e na Bahia, nos municípios próximos ao território mineiro.
No Espírito Santo há ainda o registro de quatro moradores possivelmente infectados com a arbovirose, sendo que foram notificadas 54 mortes de macacos provavelmente causadas pela doença em território capixaba.
S que é febre amarela?
Assim porquê a dengue, a febre amarela é um vírus transmitido por um mosquito. Na verdade, três: Haemagogus e Sabethes, que propagam a doença nos meios rurais e silvestres, e o Aedes aegypti, transmissor nas zonas urbanas. Segundo presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Isabella Ballalai, não são registrados casos urbanos da doença no Brasil desde 1942. Até agora, todos casos investigados em 2017 são considerados de origem silvestre.
Saúde, autoridades sanitárias e médicos divergem sobre vacinação da febre amarela
Do macaco para o varão
Nas florestas da África, na Ásia tropical e nas Américas, os mosquitos Haemagogus e Sabethes picam macacos infectados pela doença e ficam com o vírus incubado. As transmissões acontecem quando esses insetos picam novamente um varão que entrou o hábitat dos primatas, explica Isabella Ballalai.
— Quando o varão infectado volta para a cidades e é picado novamente pelo Aedes aegypti, esse mosquito pode transmitir a doença para outras pessoas, iniciando o ciclo urbano da febre amarela. No momento, essa é a nossa grande preocupação cá no Brasil.
Sintomas e tratamento
Na maioria dos casos, a febre amarela é assintomática, segundo Isabella. Quando se manifestam, os sintomas incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em universal, náuseas e vômitos, além de fraqueza. Eles começam a nascer de três a seis dias em seguida a pessoa ser picada.
A perito da SBIm diz que, no mercado, não há medicamentos específicos para expulsar o vírus do organização — assim porquê acontece com a maioria das viroses.
— S tratamento com remédios visa evitar o mal estar e as manifestações sistêmicas trazidas pela doença, além de manter os órgãos funcionando normalmente enquanto o sistema imunológico do quidam trabalha para expelir o vírus.
Isabella completa que a situação se torna preocupante quando evolui para a febre hemorrágica — que desculpa dor em todo o corpo e sangramentos pelos olhos, boca, nariz, urina e vômitos. Acontece quando o sistema imunológico da pessoa não responde de forma adequada, diz a perito.
— Nesse caso, a taxa de mortalidade é de 30%
Prevenção
Segundo a profissional da SBIm, o único jeito de prevenir a febre amarela é a vacinação, que protege a pessoa imunizada por dez anos. Isabella Ballalai endossa, no entanto, que o quadro atual do Brasil não é motivo para que toda a população no país corra para os postos de saúde.
— A vacina é uma vacina bastante segura, recomendada pelo Ministério da Saúde porquê procedimento de rotina em áreas onde a febre amarela silvestre é recorrente. Nesses lugares, as pessoas têm que estar sempre com a vacinação em dia. Devem ser imunizadas crianças a partir de 9 anos, adolescentes e adultos que morem nessas regiões ou tenham viagem marcada para os locais — com, pelo menos, dez dias de antecedência.
Em relação aos efeitos colaterais, Isabella explica que, geralmente, eles não se manifestam logo depois o procedimento de imunização.
— Elas vêm dez ou quinze dias depois, geralmente porquê febre ou um mal estar. Dores no lugar onde a vacina foi aplicada também podem brotar, mas são relativamente raras.
Fonte: R7 - Gerais