Garis são proibidos de andejar na traseira de caminhões em BH

No início de novembro, o eixo de um caminhão de lixo quebrou e três garis ficaram feridos em BH Record

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Gerais (STRE-MG) executou, nesta segunda-feira (28), uma ação que proíbe as empresas de coleta de lixo que atuam em Belo Horizonte de transportar os garis na secção traseira dos caminhões. No início do mês, o eixo de um dos veículos compactadores de lixo se soltou e três coletores se feriram na capital mineira.

De conciliação com a Superintendência, desde o mês de outubro auditores realizam fiscalizações nas garagens e nas sedes das instituições que realizam o serviço na cidade. No processo, foram constatados riscos à integridade e segurança dos trabalhadores que são transportados do lado extrínseco e que correm o risco de suportar acidentes de trabalho com lesão grave.

Ainda foram realizadas vistorias nos pontos de base das empresas e na atuação dos funcionários pelas ruas da cidade, além da estudo de documentos. Com isso, também foram lavrados, aproximadamente, 100 autos de infração devido a descumprimentos da legislação trabalhista e de segurança e saúde no trabalho. Foi detectada a não realização de exames médicos, a não elaboração de estudo ergonômica do trabalho, falta de treinamento e condições de limpeza e higiene precárias, além da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) corretos e problemas com a realização das jornadas de trabalho.Em relação à estrutura dos caminhões compactadores de lixo, a STR informou que muitos não estão em condições de uso adequadas, uma vez que apresenta “pneus carecas, estribos desnivelados e com dimensões incompatíveis com as normas aplicáveis”.

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Procurada, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), informou que a notificação da STR foi recebida e agora segue em estudo. Em nota, o Sindicato dos Servidores Público Municipais de BH (Sindbel), informou que no ano de 2013 já havia feito uma denúncia ao Ministério Público apontando as irregularidades “agora detectados pelo Ministério do Trabalho”.

Fonte: R7 - Gerais