Fim de risca para Lula e o PT? Palocci entrega tudo

 Fim de linha para Lula e o PT? Palocci entrega tudo

Toda a risca de resguardo de Lula e do PT até cá se baseava em alegar que não havia provas e tudo era uma conspiração da Justiça para impedir que ele voltasse a se candidatar a presidente.

Agora, com o prova do ex-ministro Antonio Palocci, varão de absoluta crédito do ex-presidente, ao juiz Sergio Moro, na tarde desta quarta-feira, esta estratégia cai por terreno e se tornou indefensável.

S "pacto de sangue" relatado por Palocci entre o PT e a Odebrecht movido a propinas é a projéctil de prata do juiz Sergio Moro, a uma semana do segundo prova de Lula em Curitiba, marcado para o próximo dia 13.

Segundo o ex-ministro da Fazenda do primeiro governo Lula, o ex-presidente participou das negociações com Emílio e Marcelo Odebrecht para o recebimento de R$ 300 milhões pelo PT.

Em duas horas de prova, Palocci contou porquê tudo aconteceu:

"S Emílio abordou Lula no final de 2010, não foi para oferecer alguma coisa, doutor, foi pra fazer um pacto, que eu chamei de pacto de sangue. Que envolvia um presente pessoal que era um sítio, envolvia o prédio de um museu pago pela empresa, envolvia palestras pagas a R$ 200 milénio, fora impostos, combinadas com a Odebrecht.  Combinada para o próximo ano (2011) e envolvia uma suplente de R$ 300 milhões. Eu não estranhei a surpresa do presidente, mas ele não me mandou litigar com a Odebrecht, ele mandou eu recolher os valores".

Em resposta a Antonio Palocci, Lula publicou nota em seu Facebook em que afirma:

"A história que Palocci conta é contraditória com outros depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e de provas e que só se compreende dentro da situação de um varão recluso e réprobo em outros processos pelo juiz Sergio Moro que procura negociar com o Ministério Público e com o próprio juiz Moro um concordância de delação premiada que se justifique acusações falsas e sem provas contra o ex-presidente Lula. Palocci repete o papel de réu que não só desiste de se proteger porquê, sem o compromisso de manifestar a verdade, valida as acusações do Ministério Público para obter redução de pena e que no processo do triplex foi de Léo Pinheiro".

Três anos e meio em seguida o início da Operação Lava Jato, fecha-se o cerco a Lula e ao PT, denunciado na véspera pelo procurador-universal Rodrigo Janot de ter recebido R$ 1,5 bilhão em propinas de empresas em troca de contratos na Petrobras.

Nova denúncia foi apresentada nesta quarta-feira por Janot contra Lula e o PT, desta vez por obstrução de Justiça no incidente da nomeação de Lula para ministro da Casa Civil pela logo presidente Dilma Rousseff.

Depois que Antonio Palocci, que não pode ser chamado de inimigo, entregou tudo sobre o partido e seu principal líder, pode ter chegado o término de risco para o PT?

Vida que segue.

http://r7.com/4NFE

 
 
Fonte: Ricardo Kotscho