Fazenda que cria beagle recebe ameaça em São Roque

Agência Estado

Donos e funcionários negam que cachorros sejam criados para o Instituto Royal e temem invasão por ativistas

Agência Estado

Donos e funcionários da Fazenda Angolana, que tem uma criação de beagles há mais de dez anos em São Roque, estão vivendo dias de pavor. Alegando que a fazenda fornece os cães para o Instituto Royal, invadido na madrugada de sexta-feira (18) por ativistas sob a alegação de maus-tratos aos animais, grupos ameaçam invadir também a propriedade rural. Os donos registraram três boletins de ocorrência na Polícia Civil e contrataram seguranças. "Aqui moram nossas famílias, tem crianças, e eles estão falando em invadir", disse a proprietária Monica Parachin.

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As ameaças foram feitas pela internet e por telefone. Três grupos de ativistas estiveram na fazenda e quiseram ver os animais. Monica explicou que a criação era pequena, com cerca de trinta animais, e voltada para pessoas que gostam de cães. "Eles quiseram ver os cães e usar detectores de chip para confirmar se eram criados para o instituto e nós permitimos. Não temos nada a esconder, mas as ameaças continuam. Estão difamando nosso trabalho, querem forçar uma relação com o instituto que não existe." A fazenda é voltada ao turismo rural há trinta anos e recebe visitas de escolas.

Ativista carrega cães após invasão a laboratório em São Roque

Ativista carrega cães após invasão a laboratório em São Roque

Foto: Edison Temoteo/Futura Press

Manifestante mascarado sai do local com um animal no colo

Manifestante mascarado sai do local com um animal no colo

Foto: Edison Temoteo/Futura Press

Cerca de cem ativistas de diversas ONGs que cuidam de animais libertaram mais de 150 cachorros de instituto de pesquisa em São Roque (SP)

Cerca de cem ativistas de diversas ONGs que cuidam de animais libertaram mais de 150 cachorros de instituto de pesquisa em São Roque (SP)

Foto: Edison Temoteo/Futura Press

Ação de ativistas ocorreu na madrugada desta sexta-feira

Ação de ativistas ocorreu na madrugada desta sexta-feira

Foto: Edison Temoteo/Futura Press

O Instituto Royal atua na área de toxicologia, genotoxicidade e estudos in vitro para avaliação de substâncias e produtos

O Instituto Royal atua na área de toxicologia, genotoxicidade e estudos in vitro para avaliação de substâncias e produtos

Foto: Edison Temoteo/Futura Press

Mais um animal é retirado do instituto de pesquisa em São Roque

Mais um animal é retirado do instituto de pesquisa em São Roque

Foto: Edison Temoteo/Futura Press

Ativistas que levaram cães do Instituto Royal escondem os animais para evitar que sejam apreendidos e usados como prova do furto, segundo a Polícia Civil. Com a invasão da sede do instituto, foram levados 178 cães, supostamente submetidos a maus-tratos - dois foram recuperados. Investigadores do município estiveram na casa de pessoas vistas com os cães em imagens feitas durante a invasão, mas não encontraram os animais. O delegado Marcelo Pontes acredita que os beagles foram repassados a outras pessoas para evitar a apreensão. Se for confirmada, a estratégia pode ser interpretada como obstrução à investigação e resultar até em pedido de prisão.

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Até esta terça-feira, 23, tinham sido expedidas intimações para mais de vinte pessoas que serão ouvidas nos inquéritos que apuram a invasão e, também, as denúncias de maus tratos. A promotoria de São Roque do Ministério Público Estadual vai acompanhar as investigações da polícia. Grupos de defesa dos animais continuam mobilizados nas redes sociais contra o uso de cães como cobaias. Uma petição pública pedindo o fechamento do instituto e a proibição de testes com os animais obteve mais de 400 mil assinaturas.

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo