Família atropelada por major afirma que não se lembra do acidente
A família que foi atropelada por um major da Polícia Militar na MG-010 em Vespasiano, na Grande BH, começou a ser ouvida nesta quinta-feira (2) pela delegada Francione Fintelman,da delegacia de plantão de Esmeraldas. Uma menina de 12 anos morreu no acidente.
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A policial colheu o depoimento de Laurinda Rodrigues da Costa Neves, de 47 anos, avó da criança, e de outra mulher atropelada. Elas afirmam que não se lembram de nada por causa do choque, segundo a Polícia Civil. A mãe da criança morta não foi ouvida porque conseguiu liberação do hospital para acompanhar o enterro de Júlia da Costa Pereira, de 12 anos.
Durante a tarde, quatro policiais que registraram o atropelamento foram ouvidos na delegacia. Um deles afirmou que o major - que se recusou a realizar o teste do bafômetro - não apresentava sinais de embriaguez.
O major Nilson da Silva Lima, do 49º Batalhão da PM, está na delegacia em Esmeraldas, onde presta depoimento ainda hoje. Ele foi atendido em estado de choque no Hospital Militar e afirmou que foi "jogado" para o acostamento por outro veículo. Uma garrafa de bebida alcoólica foi encontrada dentro do carro do major.
Outra criança vítima do atropelamento continua internada.
