Exclusivo: Com a ação ilegal de Camelôs, Shoppings populares ficam vazios.

A Prefeitura promete ser enérgica contra a ação ilegal de camelôs na Avenida Brasília, mas o que se vê são Shoppings populares vazios e ambulantes lotando os espaços de pedestres nas calçadas em frente as Lojas.

Mauricio Garcia
Redação Vitrine Santa Luzia



A Ação clandestina dos Camelôs na principal avenida de Santa Luzia, tem se tornado um dos assuntos mais polêmicos tratados na cidade depois do aumento às escuras do Salário dos Vereadores. Muitos defendem a ação, justificando que é o "Ganha pão" destas pessoas e que não veem nada de errado em "querer trabalhar". Por outro lado deve-se lembrar que estes "Ambulantes" não pagam impostos e normalmente não geram empregos, ou seja, não beneficiam diretamente a população. Polêmico ou não, a atividade destes camelôs é ilegal e vai contra o Código de postura do Município, que determina a desocupação das vias públicas e a realocação destes "profissionais" para "Shoppings populares". É Justamente neste ponto que mora o problema. Cerca de 30% dos ambulantes da Avenida Brasília possuem ou já possuíram uma loja no Shopping Popular da cidade e destes quase a unanimidade reconhece que trabalham ilegalmente e preferem trabalhar na rua. "na rua tem mais movimento, você não paga aluguel e tem mais espaço" afirma um dos vendedores. Indagado sobre a fiscalização, o ambulante foi irônico "só vi fiscalização uma vez, se ela acontece deve ser de Madrugada" completa.
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, a fiscalização acontece e medidas já estão sendo tomadas desde o dia 26 de Maio. Segundo o órgão fiscais de postura notificaram os vendedores e deu um prazo de 24 horas para se retiraram. Passado o período proposto pela secretaria, representantes dos vendedores procuraram a prefeitura acompanhados de um Assessor do Vereador Ilacir Bicalho solicitando um prazo maior para notificação de todos os outros ambulantes e para conseguirem outro local para exporem suas mercadorias dentro do que determina a Lei Municipal. A prefeitura concedeu um prazo até o último sábado (2). 
De acordo com a Secretaria, a partir desta Segunda feira (04) não será mais permitida a permanência dos camelôs na Av. Brasília ou em qualquer outro lugar da cidade.


Shoppings Populares

Nossa equipe percorreu os principais Shoppings Populares da Cidade e constatou que mais da metade das lojas estavam fechadas ou sem locatários. De acordo com um dos lojistas do Feira Shopping, quando o prédio foi inaugurado 70% das lojas tinham sido locadas, mas muitos comerciantes preferiram ir para as calçadas devido ao "custo-benefício" do trabalho clandestino. 
No Shopping Popular "Santa Luzia" Localizado à Avenida Brasilia 1.981, vários "Boxes" ficam fechados durante todo o dia, lotados de Mercadoria. Os donos utilizam estes para estocar mercadoria e vendê-la nas ruas, em frente as Lojas onde há maior Movimento de Pessoas.


Segundo alguns comerciantes da região, o volume de vendas caiu cerca de 35% desde que os ambulantes voltaram às Ruas. Lojas de Cd's e brinquedos reclamam da concorrência desleal, " nós pagamos impostos, aluguel e salário de funcionários enquanto os ambulantes não pagam nada e levam todo o nosso faturamento. A prefeitura deveria fiscalizar e nos dar uma resposta para coibir este absurdo, senão teremos de fechar as portas" desabafa um dos comerciantes.

Além da notificação feita por parte da SMDUH, a prefeitura foi procurada por empresários de BH, onde chegou a ser discutido áreas para a instalação de Shoppings Populares na cidade, porém até o momento não foi apresentado nenhum projeto final para a implantação dos mesmos. 

De um lado a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento urbano e Habitação, propõem soluções para a resolução do Problema. Do outro lado comerciantes ficam insatisfeitos com a demora destes órgãos em tomar providências e a pressão política de vereadores que se aproveitam da necessidade dos ambulantes em permanecer exercendo sua profissão, mesmo que ilegal, na avenida Brasília. 


Fonte: VITRINE SANTA LUZIA