EUA pousam F-16s na Polônia em meio a tensões na Ucrânia

iG São Paulo

Caças vão analisar as tensões na 'vizinha' Ucrânia. Medida foi adotada pela Otan após ocupação russa na ucraniana Crimeia

Caças F-16 dos Estados Unidos pousaram na base aérea de Lask, na Polônia, nesta quinta-feira em um gesto de apoio aos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte no leste, depois da intervenção russa na Ucrânia, informou a embaixada norte-americana em Varsóvia.

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"Aumentar o destacamento de aviação foi uma escolha deliberada para demonstrar aos nossos aliados que o comprometimento dos Estados Unidos com nossas responsabilidades coletivas de defesa tem crédito e continuam valendo", disse a embaixada dos EUA em Varsóvia em comunicado, confirmando relatos da imprensa feitos mais cedo.

"Um total de 12 aeronaves devem chegar até o final desta semana."

Essas manobras foram intensificadas a pedido da Polônia, depois que forças russas tomaram o controle da Península da Crimeia, na Ucrânia. Mais cedo nesta semana, os Estados Unidos e a Polônia começaram exercícios de guerra em Lask. Os EUA dizem que tanto as manobras aéreas como os exercícios navais no mar Negro foram planejados antes da crise na Ucrânia.

Confira imagens da ocupação russa na Crimeia 

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)

Foto: Reuters

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)

Foto: Reuters

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)

Foto: AP

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)

Foto: AP

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)

Foto: AP

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)

Foto: AP

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)

Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)

Foto: AP

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)

Foto: AP

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia

Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)

Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia

Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)

Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)

Foto: AP

Ucrânia: Obama e presidente chinês discutem solução diplomática

Crise na Ucrânia

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) enviou dois aviões de vigilância para sobrevoar a Polônia e a Romênia na quarta-feira (12), a fim de monitorar a crise na vizinha Ucrânia. A aliança militar disse que dois aviões de reconhecimento do AWACS (Sistema Aéreo de Alerta e Controle, em tradução livre) decolaram de suas bases na Alemanha e Grã-Bretanha.

Os voos de vigilância não vão deixar o espaço aéreo de seus países membros - portanto, não cruzarão os céus nem da Ucrânia, nem da Rússia - segundo porta-voz da sede operacional da OTAN, na Bélgica.

“Os aviões podem observar mais de 300 mil quilômetros quadrados (115.000 milhas quadradas) e estarão de olho principalmente as atividades no ar e no mar”, disse o tenente-coronel Jay Janzen, acrescentando que uma aeronave AWACS já foi em uma missão de vigilância para a Romênia na última terça-feira (11) e que mais missões estão sendo planejadas.

“Nossos aviões não deixarão o espaço aereo da OTAN”, Janzen disse. “Mesmo assim, podemos observar, dar uma boa olhada na região.”

Os 28 membros da Organização decidiram na última segunda-feira (10) intensificar a avaliação sobre uma possível ameaça que a crise ucraniana pode representar para OTAN por meio do envio de aviões.

*Com AP e Reuters

Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo