EUA apresentam opções para retomada de negociações entre Israel e palestinos
Nahum Sirotsky
Detalhes de plano para diálogo elaborado por secretário de Estado americano devem ser conhecidos em breveO secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ofereceu várias opções para retomada das negociações entre israelenses e palestinos. Há grande interesse de ambos os lados. Kerry recomenda a Israel prestar muita atenção no plano de paz da Liga Árabe. É possível que detalhes, preservados até agora, sejam dados a conhecer a qualquer momento.
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É óbvio que uma solução da questão palestina é fundamental para os israelenses. Na verdade, só existem duas opções: a viabilização da ideia de dois países independentes ou um único Estado binacional. Ao tentar manter Israel como Estado judeu-democrático, chega-se à conclusão de que a segunda opção é inviável, pois os árabes logo seriam majoritários numericamente e, pelos meios do sistema eleitoral, se perderia o caráter judaico existente. Outra opção seria algum regime em que uma minoria dominaria uma maioria, o que não é mais viável nos dias de hoje.
Toda essa região do Oriente Médio esteve sob domínio dos turco-otomanos por cerca de 500 anos. O califa, que vivia em Istambul, foi derrotado na Primeira Guerra Mundial juntamente com o Império Austro-Húngaro e a Alemanha pelos Aliados Ocidentais. Depois foi transformada, numa decisão da Liga das Nações, em múltiplos países.
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Foi assim que ganhou força a ideia do ressurgimento de Israel. Nas Nações Unidas, em 1947, votou-se a divisão do que restava da Terra Santa em dois Estados: árabe e judeu. Os primeiros rejeitaram a solução. Os segundos declararam sua independência. Foi quando surgiu a figura do refugiado palestino. Anos antes, havia coexistência via imposição britânica.
Tenta-se encontrar até hoje uma solução por meio de negociações a um conflito ainda sem fim entre Israel e os palestinos. Muita coisa mudou no mundo desde a formação de Israel. Existe um pequeno Estado judeu altamente poderoso em termos militares, econômicos e científicos, convivendo com a permanente ameaça de um confronto decisivo com o mundo árabe, que não deseja a continuação desse quadro. Só havendo um entendimento pacífico será possível tranquilizar os povos desta região.
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Uma nova grande guerra não é do interesse de nenhuma das grandes potências. Os custos humanos de destruição seriam inimagináveis. Sem a solução da questão palestina, o conflito pode acontecer já que, em um mundo de armas já existentes, podem acontecer tragédias como resultado de descontroles.
Ao que consta, a proposta americana ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, para voltar a negociar a paz com Israel de modo definitivo inclui recompensas suficientes para o nascimento de um Estado palestino democrático, alcançando rapidamente desenvolvimento e prosperidade.
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A maioria do povo palestino e dos israelenses está cansada de guerras e quer boa vida, que é alcançável. Os obstáculos principais têm sido o radicalismo de movimentos islamitas, como Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Irmandade Muçulmana, que desejam um Oriente Médio sob a sharia, Lei Religiosa Islâmica. Do lado israelense, existe a oposição da extrema direita política, que considera poder sustentar a atual situação de Israel até que ela se torne sem concessões.
Ambos são minoritários em suas respectivas regiões, mas, sem que se chegue a um acordo de paz entre o Estado judeu e a Autoridade Palestina, não haverá tranquilidade. E existirá sempre a hipótese do retorno do terrorismo, que até agora não foi inteiramente derrotado, apesar do grande esforço das nações ocidentais e de Israel.
*Com colaboração de Nelson Burd
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo